A economia norte-americana gerou 128 mil empregos em agosto, o que supera a marca registrada em julho, mas não afasta os sinais desaceleração econômica, ainda que moderada, informou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho. Já a taxa de desemprego no país teve ligeiro recuo, para 4,7%, depois dos 4,8% referentes a julho. No entanto, o número de empregos criados no mês passado ficou abaixo do registrado em junho, quando foram abertas 131 mil vagas. Os salários dos trabalhadores por hora tiveram aumento médio de 0,1% em agosto, ficando em US$ 16,79.
A criação de empregos superou as expectativas dos economistas, que previam a abertura de 125 mil postos de trabalho, mas os salários tiveram alta menor que o esperado, 0,3%. No acumulado dos 12 meses até agosto, a alta dos salários foi de 3,9% --aumentos de salários não são bem vistos pelos economistas, que os apontam como fatores inflacionários.
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) elevou por 17 vezes consecutivas sua taxa de juros, que está hoje em 5,25% ao ano. O ciclo de altas entre junho de 2004 e junho deste ano foi realizado para conter pressões inflacionárias --que começavam a despontar quando a economia americana iniciou a saída do período de recessão em que entrou em 2001.
A próxima reunião de política monetária do Fed está programada para o dia 20 deste mês.