Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Economia do país vai crescer apenas 0,5% este ano, diz relatório da ONU

A economia do Brasil deve crescer apenas 0,5% este ano, enquanto o México deve ter retração de 1,2% com a crise global, apontou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta sexta-feira. (Leia Mais)

Sexta, 16 de Janeiro de 2009 às 10:53, por: CdB

A economia do Brasil deve crescer apenas 0,5% este ano, enquanto o México deve ter retração de 1,2% com a crise global, apontou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta sexta-feira. Com previsões distintas da Comissão Econômica Para América Latina (Cepal), o relatório da ONU apontou crescimento conjunto da região de 2,3% este ano, ante 4,3% em 2008.

– A América Latina vai desacelerar significativamente em 2009. Ninguém vai escapar desta crise – disse a jornalistas Robert Vos, diretor do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.

Pior desempenho

O México foi a economia emergente que menos cresceu em 2008, de acordo com o relatório da ONU, no México. Segundo o documento, o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou somente 2% no ano passado. O discreto desempenho ficou muito aquém dos resultados registrados na China (8%), na Índia (6,5%) e no Brasil (4,8%).

O diretor do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Robert Vos, lembrou que o México tem sido especialmente atingido pela crise financeira internacional porque sua economia está muito vinculada à dos Estados Unidos, país que está em recessão há um ano.

Como exemplo, o funcionário citou a diminuição das remessas enviadas por imigrantes que trabalham no mercado norte-americano e a queda nos preços do petróleo, matéria-prima da qual o México é um grande exportador.

Para 2009, o relatório da ONU estima um avanço de 1,5% para o PIB mexicano. A projeção é mais otimista que a elaborada pelo próprio Ministério da Fazenda do país, que prevê crescimento zero. No setor privado, porém, analistas esperam até mesmo uma retração, que pode chegar a 2%.

Tags:
Edições digital e impressa