Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Economia derruba popularidade de Bush

Quarta, 11 de Junho de 2003 às 12:11, por: CdB

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, caiu de 73%, em abril, para 57% na pesquisa divulgada nesta quarta-feira. O principal motivo para isso é o fraco desempenho econômico do país. A pesquisa da Universidade Quinnipiac, de Connecticut, revelou que a economia é hoje uma preocupação muito maior que o terrorismo. Mesmo assim, o estudo mostra que Bush ainda seria reeleito com 53% cento dos votos, caso enfrente os democratas Joe Lieberman (que teve 40%) ou John Kerry (37%). As eleições estão previstas para o ano que vem. - Tal pai, tal filho, deve ser a frase que eles odeiam ouvir na Casa Branca. Bush vai à estratosfera quando se trata de combater caras maus no exterior ou no país. Mas, como seu pai (o ex-presidente George Bush) após a Primeira Guerra do Golfo, seus números na economia são baixos - disse o diretor da pesquisa, Maurice Carroll. De fato, Bush, o pai, saiu daquele conflito, em 1991, com grande popularidade, mas acabou perdendo a reeleição para Bill Clinton, no ano seguinte, devido às dificuldades econômicas. A maneira como Bush, o filho, comanda a economia foi reprovada por 50% dos entrevistados e aprovada por outros 45. Dois terços deles acham que a economia "não está bem" ou "vai mal". A pesquisa anterior, feita em 16 de abril, mostrava Bush com uma aprovação geral de 73%, 16 pontos percentuais acima do resultado registrado entre 4 e 9 de junho, quando foram ouvidas 865 norte-americanos em todo o país. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais. A pesquisa também perguntou o que preocupava mais os norte-americanos: a economia ou o terrorismo. Sessenta e um por cento dos entrevistados ficaram com a primeira alternativa; só 32% acham que os atentados são a principal ameaça ao país. Em maio, uma pesquisa feita pela Universidade Stony Brook mostrou que quase dois terços dos norte-americanos preferiam que Bush ampliasse a assistência médica a 41 milhões de pessoas hoje desprotegidas, em vez de cortar impostos. Mesmo assim, no mês passado, Bush assinou um pacote abrindo mão de 350 bilhões de dólares em arrecadação pública. Analistas do governo prevêem que, neste ano, o déficit orçamentário pode atingir mais de 400 bilhões de dólares, um novo recorde.

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