O setor estatal economizou menos para pagar a dívida pública. Dados do Banco Central, divulgados nesta quinta-feira, mostram que a economia da União, Estados, municípios e estatais para o pagamento de juros teve o mais baixo índice para meses de setembro desde o início da série do BC, iniciada em 1991. No mês passado, o superávit primário, que reúne receitas menos despesas, excluindo gastos com juros, foi de R$ 3,554 bilhões, 22,3% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.
O governo central, integrado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e BC, foi o que menos contribuiu, com R$ 812 milhões. O resultado foi menor do que o registrado em meses anteriores porque, em setembro, foi antecipado o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro dos beneficiários da Previdência. Em setembro do ano passado, o superávit foi de R$ 65 milhões.
A economia dos governos regionais foi de R$ 1,389 bilhão no mês passado e a das estatais, em R$ 1,353 bilhão. Apesar do pior superávit para o mês, segundo analistas do BC, a meta de superávit de R$ 95,89 bilhões para o setor público consolidado será cumprida. Ela é equivalente a 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do ano. Nos 12 meses encerrados em setembro, o superávit primário está em 4,05%, na ordem de R$ 100,841 bilhões, contra 4,12% em agosto.
O BC calcula que, até dezembro, essa economia fique abaixo do patamar de hoje, mas dentro da meta. Isso irá acontecer mesmo com o maior volume de despesas do final do ano, segunda parcela do 13º dos aposentados e servidores públicos, férias e investimentos.