A economia brasileira continua a bater recordes de crescimento - o que não chega a ser nenhuma surpresa nos últimos 8 anos - e nesta safra de balanços divulgados sobre 2010 revela-se agora o extraordinário desempenho das exportações do agronegócio.
Elas começam o ano em alta e no 1º mês de 2011 somaram nada menos que US$ 5,1 bi, valor 26,3% superior ao registrado em janeiro do ano passado. É, também, o melhor resultado do setor para um mês de janeiro desde 1989.
Assim, as exportações do agronegócio foram responsáveis por 33,8% das nossas vendas externas no 1º mês de 2011. Os dois produtos que mais se destacaram pela ampliação no volume de exportações foram soja - aumento de 89,3% no valor e 67,7% no volume; e café - aumento de 23,9% em quantidade e 65,9% no valor.
As exportações do agronegócio nos últimos 12 meses somam US$ 77,5 bi, outro recorde, por representarem um crescimento de 19,8% na comparação com o período de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010.
China quase dobrou compra no agronegócio
No balanço destacam-se, também, o extraordinário aumento das exportações para os nossos principais compradores. No último ano, em comparação ao período fevereiro/2009-janeiro 2010, a China, por exemplo, quase dobrou as compras de alimentos do Brasil com um aumento de 94,3%.
Na mesma linha de ascensão destacam-se a Argélia: aumento de 126,7%; Marrocos: 108%; Espanha: 84,3%; Egito: 83,6%; França: 46,5%; Rússia: 44,9%; Itália: 42,2%; e Bélgica: 40,9%.
Este aumento das exportações de alimentos e commodities em geral provam que em economia nada é simples e que a equação é difícil de fechar porque, se por um lado elas provocam pressões inflacionárias internas pelos altos precos internacionais, por outro garantem nosso saldo comercial.
Fora a garantia que representam do crescimento do emprego e renda nacionais e da incorporação de tecnologia já que hoje não se pode mais falar em produção de alimentos sem pesquisa e tecnologia.
Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026
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