Uma desaceleração da economia chinesa pode prejudicar as exportações de produtos agrícolas brasileiros. Esta é a avaliação do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade de Campinas (Unicamp). A perspectiva é que o Produto Interno Bruto (PIB) da China, que vinha crescendo a taxas de 10% ao ano, passe agora a subir 7% ou 8%.
- Com um mercado interno fraco no Brasil, qualquer comprometimento nas exportações afeta os ânimos. A balança comercial do Brasil em relação à China será bastante prejudicada, já que a redução da atividade naquele país deverá afetar a demanda por produtos agrícolas. O governo brasileiro fez uma boa transição no ano passado, mas perdeu muito em não acumular reservas - afirmou.
Belluzzo disse que os chineses não terão capacidade para repetir nos próximos anos os investimentos que vinham fazendo e o Brasil, que tem estoque insuficiente de moeda para estimular a economia, será diretamente afetado.
A economia asiática tem sido muito importante para o setor exportador no Brasil. A China já é o terceiro maior importador de produtos brasileiros. É o maior destino das exportações de soja e minério de ferro do Brasil e o segundo mercado para o aço. Com a notícia de desaquecimento da economia chinesa, os papéis preferenciais da Usiminas, por exemplo, fecharam o mês de abril com uma grande queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa).
Economia chinesa desacelera e pode prejudicar exortações agrícolas brasileira
Terça, 11 de Maio de 2004 às 00:08, por: CdB