Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Economia capitalista global vive pior depressão desde o início dos anos 30

A economia global vai encolher entre 1% e 2% este ano, afirmou neste sábado o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Ele disse ainda que o ritmo da redução econômica não tem precedentes desde a Grande Depressão de 1930. Projeções para 2010 também não são das melhores, diz presidente do Bird

Sábado, 21 de Março de 2009 às 09:41, por: CdB

A economia global vai encolher entre 1% e 2% este ano, afirmou neste sábado o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick. Ele disse ainda que o ritmo da redução econômica não tem precedentes desde a Grande Depressão de 1930. Falando em conferência em Bruxelas, Zoellick referiu-se à previsão do Fundo Monetário Internacional de que a economia mundial vai encolher até 1% este ano. Ele afirmou:

– Nós no banco vamos divulgar nossas projeções em breve, provavelmente na faixa de 1% a 2%. Ainda não tínhamos visto um número como esse no mundo desde a Segunda Guerra Mundial, o que realmente significa desde a Grande Depressão – revelou.

O presidente do Banco Mundial levantou preocupações sobre os atuais esforços dos governos para combater a crise, alertando para o risco de se fazer "muito pouco, muito tarde". Zoellick disse que estímulo fiscal sem resolver as origens da crise de crédito não terá efeito duradouro na economia. Ele propôs que o G20, formado pelas 20 maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento, cujos líderes vão se reunir em Londres em abril, crie um processo de análise para saber se novas medidas de estímulo serão necessárias para fazer a economia girar de novo.

– Alguns dos pacotes retiraram estímulos em 2010. Mas dada a incerteza desta crise, eu creio que seria importante se ter um processo de acompanhamento para saber se mais incentivos serão necessários em 2010 – adiantou.

Zoellick fez ainda um alerta para a queda no comércio mundial, uma vez que os países recorrerem a mecanismos para proteger suas economias, e citou previsões do Banco Mundial de que até 400 mil crianças morrerão este ano como efeito indireto da crise econômica.

– Há questões que estão além da economia e vão para a política e estabilidade social. Se as crianças não tiverem nutrição adequada nos primeiros anos, você perde uma geração – disse o presidente do Banco Mundial.

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