Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Economia brasileira desacelera no 2º trimestre e cresce 0,8%

O crescimento da economia brasileira desacelerou no segundo trimestre deste ano, para 0,8% na comparação com o primeiro trimestre, quando a expansão havia sido de 1,3%.

Sexta, 02 de Setembro de 2011 às 10:05, por: CdB

O crescimento da economia brasileira desacelerou no segundo trimestre deste ano, para 0,8% na comparação com o primeiro trimestre, quando a expansão havia sido de 1,3%.economia O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também informou nesta sexta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho cresceu 3,1%em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado na comparação anual desde o terceiro trimestre de 2009, quando houve retração de 1,8%. Os dados vieram dentro do esperado, mas a expectativa é de que, daqui para frente, continuem arrefecendo. - Para os próximos meses, nossa previsão é de continuidade de um menor dinamismo, não vemos espaço para recuperar com esse cenário de câmbio (valorizado). A crise internacional pode ter algum impacto (no terceiro trimestre sobre a economia), mas a gente não trabalha com esse cenário ainda - afirmou o economista da Tendências Rafael Bacciotti. Ele prevê uma média de crescimento nos terceiro e quarto trimestres de 0,9%, contra média de 1% nos primeiro e segundo trimestres. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam crescimento de exatamente 0,8% PIB na comparação com o primeiro trimestre --com as previsões oscilando de 0,7% a 0,9% - e de 3,2% em relação ao segundo trimestre de 2010 - com respostas de 2,9% a 3,5%. A Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida dos investimentos, cresceu 1,7% no segundo trimestre, em comparação com o primeiro trimestre, sendo que na comparação anual, o avanço foi de 5,9%. Já o consumo das famílias, um dos principais motores da economia brasileira, cresceu 1,0% no segundo trimestre - acima do 0,7% visto no primeiro trimestre -, enquanto o consumo do governo aumentou 1,2%. Na comparação anual, as expansões foram de 5,5% e 2,5%, respectivamente. O IBGE informou ainda que a indústria registrou alta de 0,2% no segundo trimestre sobre o primeiro, e de 1,7% sobre abril e junho de 2010, enquanto o setor de serviços cresceu 0,8% entre abril e junho passados, sobre o primeiro trimestre, e na comparação anual, 3,4%. Já a agropecuária teve retração de 0,1% no segundo trimestre deste ano e ficou estável na comparação anual. Os dados mais fracos da economia divulgados nesta sexta-feira, segundo os especialistas, ainda não mostram efeitos da crise internacional atual, que tornou-se mais aguda a partir de julho. Isso deve ocorrer mais para frente, cenário com o qual trabalha também o Banco Central (BC) que, nesta quarta-feira, surpreendeu ao reduzir a Selic em 0,5 ponto para 12% ao ano, alegando que as condições externas se deterioraram muito. Essa redução dos juros, por sua vez, também só deve agir sobre a atividade mais adiante. - A gente não tem um impacto imediato sobre a economia desse corte de juro (no terceiro trimestre). Ele deve se refletir mais no fim do ano, no quarto trimestre, principalmente se o BC reduzir novamente, porque aí tem um efeito psicológico sobre consumidores e indústria - afirmou a economista da ICAP Brasil Inês Filipa.

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