Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Economia brasileira cresce a taxas chinesas

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ofereceu, nesta terça-feira, uma nova mostra do potencial de crescimento do país, com destaque para o desempenho da indústria e dos investimentos nacionais e estrangeiros na performance do país. (Leia Mais)

Terça, 08 de Junho de 2010 às 09:13, por: CdB

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ofereceu, nesta terça-feira, uma nova mostra do potencial de crescimento do país, com destaque para o desempenho da indústria e dos investimentos nacionais e estrangeiros na performance do país. A economia cresceu 2,7% no primeiro trimestre de 2010 ante os três meses imediatamente anteriores, maior expansão desde o primeiro trimestre de 2004, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Os números apontam para um nível de desenvolvimento parecido com o da China, país que mais cresce no  mundo.

Na comparação com igual período do ano passado, o Brasil avançou 9,0% em relação a igual período de 2009, maior ritmo da série histórica do IBGE, iniciada em 1995. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam, segundo a mediana das previsões, expansão trimestral de 2,5% e avanço na comparação anual de 8,4%. Nas duas comparações, a indústria foi destaque de alta: de 4,2% ante o quarto trimestre de 2009 e de 14,6% frente ao mesmo período do ano passado.

A agropecuária cresceu 2,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 5,1% na comparação anual. O setor de serviços se expandiu, respectivamente, 1,9% e 5,9%. A formação bruta de capital fixo – uma medida dos investimentos – avançou 7,4% na comparação trimestral e 26,0% na anual (maior ritmo da série), influenciado principalmente pela produção interna de máquinas e equipamentos.

Os fortes dados foram conhecidos um dia antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar sua decisão sobre o juro básico brasileiro, atualmente em 9,50% ao ano. Pesquisa da Reuters na semana passada apontava expectativa de aumento de 0,75 ponto percentual.

Melhoria mundial

Desde o início deste ano, o panorama foi desenhado pela tendência de melhora nas economias de todo o mundo, após a recessão registrada no ano passado por conta da crise do capitalismo mundial, ainda que com elevações bem mais modestas do que a registrada no Brasil, na China e na Índia. Nos Estados Unidos – onde a crise teve início com os problemas com as hipotecas de alto risco, as subprime – a economia registrou alta de 0,8% no primeiro trimestre e deverá registrar uma expansão anualizada de 3%. Em 2009, o PIB do país registrou retração de 2,4%.

No Japão, segunda maior economia do mundo, a expansão foi ainda maior, de 1,2% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre. O PIB japonês teve queda de 5% no ano passado.

Na União Europeia, que enfrenta novos problemas atualmente graças ao alto endividamento público de alguns de seus países-membros, a expansão foi mais tímida. O grupo de 27 países registrou elevação de 0,2% no PIB no trimestre, mesma variação registrada na zona do euro (grupo de 16 países do bloco que usam o euro como moeda única). Em 2009, a retração foi de 4,2% na UE, e de 4,1% nas economias que utilizam o euro.

Entre os países do bloco, Portugal registrou a maior variação positiva no período, de 1% ante o quarto trimestre. Itália (0,5%), Reino Unido (0,3%), e Alemanha (0,2%), vêm em seguida. A Grécia foi a excessão à regra, em meio a uma crise fiscal e à necessidade de ajuda financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter o deficit interno. O PIB grego registrou queda de 0,8% no trimestre.

A China, que não divulga o crescimento frente ao trimestre imediatamente anterior, registrou expansão vigorosa, de 11,9%, ante o mesmo período do ano passado. Completando os Brics (grupo dos principais emergentes), a Rússia teve crescimento de 4,5% na comparação anual, enquanto o PIB da Índia subiu 8,6% na mesma base.

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