Ebola: Confirmado o primeiro caso de transmissão do vírus na Europa
Depois de dois exames positivos para ebola, feitos em uma enfermeira espanhola, foi confirmado o primeiro caso de ebola transmitido na Europa. A paciente foi contaminada depois que atendeu o missionário Manuel Garcia Viejo, que morreu no fim de setembro vítima do vírus em um hospital de Madri.
Depois de dois exames positivos para ebola, feitos em uma enfermeira espanhola, foi confirmado o primeiro caso do vírus transmitido na Europa. A paciente foi contaminada depois que atendeu o missionário Manuel Garcia Viejo, que morreu no fim de setembro vítima do vírus em um hospital de Madri.
Fontes do Hospital de Alcorcon informaram que a segunda análise confirmou o diagnóstico do primeiro exame feito quando a enfermeira chegou à unidade, nesta segunda-feira, com os sintomas da doença.
As mesmas fontes explicaram que, devido ao elevado risco de contágio, foi ativado o protocolo de segurança previsto para situações desse tipo. No Hospital Carlos III, onde a enfermeira esteve com o missionário, foi atendido também outro paciente com ebola, o missionário Miguel Pajares, que também morreu em decorrência da doença.
Médico norte-americano
O médico norte-americano diagnosticado com ebola no mês passado foi declarado curado pelas autoridades de saúde norte-americanas.
Rick Sacra, um missionário de 51 anos que foi infectado pelo ebola na Libéria, recebeu alta do hospital em 25 de setembro, depois de os médicos revelarem que ele tinha se recuperado da doença. No entanto, Sacra voltou a ser internado no Memorial Medical Center em Worcester, Massachusetts, no sábado (4), queixando-se de tosse e febre, ainda que baixa. Ele foi colocado em isolamento.
No domingo, os exames do Centro de Controle e Prevenção de Doenças indicaram que o paciente não tinha ebola.
- Vamos retirar o dr. Sacra do isolamento e os seus médicos vão continuar o tratamento de rotina para combater a infecção do trato respiratório superior - informou o hospital em comunicado.
Monitorados Funcionários de hospital protestam pedindo demissão de ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato, depois que enfermeira contraiu Ebola em Madri
Três pessoas foram hospitalizadas na Espanha e estão sendo monitoradas para tentar impedir a disseminação do vírus letal no país, disseram autoridades de saúde espanholas nesta terça-feira, um dia depois da confirmação de que uma enfermeira está internada com a doença.
A enfermeira, que teve exame positivo para o vírus nesta segunda-feira, seu marido, que não demonstra sintomas da doença, e outras duas pessoas estão sendo monitoradas de perto no hospital, disseram autoridades de saúde em uma coletiva de imprensa em Madri.
Um dos hospitalizados é um funcionário de saúde que está com diarreia mas não tem febre. O outro é um espanhol que deixou a Nigéria, disse Rafael Perez-Santamaria, diretor do hospital Carlos 3º, onde a enfermeira infectada prestou tratamento a dois missionários espanhóis que contraíram a doença na África e morreram na Espanha.
Com a crescente preocupação em todo mundo de que a pandemia de ebola se espalhe para além da África Ocidental, as autoridades espanholas buscaram reassegurar ao público que estão lidando de perto com a ameaça.
Vinte e duas pessoas que tiveram contato com a enfermeira estão sendo monitoradas, disse Perez-Santamaria. Eles não foram isolados, mas tem suas temperaturas medidas duas vezes ao dia a procura de sinais de infecção.
Autoridades disseram ainda estarem investigando como a enfermeira contraiu a doença.
Ela saiu de férias após a morte do segundo dos missionários que tratava, em 25 de setembro, mas não deixou Madri, ressaltaram as autoridades.
Ela começou a se sentir mal em 30 de setembro e foi diagnosticada com ebola na segunda-feira.
- Isso nos tomou de surpresa - disse Perez-Santamaria. "Estamos revisando os protocolos, melhorando eles."
Um porta-voz para a Comissão Europeia disse que o caso vai ser discutido em uma reunião do Comitê de Segurança de Saúde da UE, na quarta-feira.
- A prioridade continua a ser descobrir o que de fato aconteceu - disse ele.
A enfermeira está sendo tratada com anticorpos retirados de pacientes infectados anteriormente, disse Perez-Santamaria.
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