Idosos que se exercitam pelo menos uma vez por semana, tem maior escolaridade, nunca fumaram e são mais socialmente ativos têm mais chances de manter sua capacidade cognitiva aos 70 e 80 anos. Foi o que mostrou um estudo da Universidade da Califórnia, publicado na revista científica Neurology.
O estudo, que mostrou que as pessoas não apresentam o mesmo grau de declínio cognitivo com a idade, acompanhou mais de duas mil pessoas com idades entre 70 e 79 anos, medindo suas habilidades cognitivas diversas vezes durante oito anos.
Os resultados apontaram que 53% dos participantes apresentaram declínio normal com o envelhecimento, 16% tiveram declínio cognitivo maior, e 30% não tiveram mudanças ou melhoram seus resultados.
Pessoas que se exercitam moderada ou vigorosamente pelo menos uma vez por semana são 30% mais propensas a manter sua função cognitiva do que aqueles que o fazem com menos frequência.
Aqueles que têm pelo menos a educação do ensino médio têm três vezes mais chances de manter a mente afiada. Idosos com alto grau de letramento têm cinco vezes menor risco de declínio cognitivo.
Não-fumantes apresentam quase duas vezes maior propensão de manter a capacidade cognitiva. Pessoas que trabalham e aqueles que vivem com alguém têm 24% mais chances de continuar bem.