Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

É hora de se falar sério sobre a Educação no Brasil

A discussão sobre o ensino no Brasil tem tomado boa parte do tempo dos candidatos, de todos os matizes ideológicos. (Leia Mais)

Terça, 01 de Agosto de 2006 às 09:09, por: CdB

A discussão sobre o ensino no Brasil tem tomado boa parte do tempo dos candidatos, de todos os matizes ideológicos. A decantada Reforma Universitária vai desde a direita, consolidada no discurso neoliberal de Geraldo Alckmin, à tese socialista de Heloisa Helena, no outro córner do ringue, passando pelo centro, ocupado por Lula e um grupo de intelectuais que navega nas águas turbulentas da dúvida. Esses não sabem direito se apóiam a universidade pública ou injetam dinheiro no setor educacional privado. Certeza mesmo, para ser exato, ninguém tem. Alckmin, por mais conservador, não pode escancarar o desejo liberalizante e propor, aos quatro ventos, a privatização do ensino, como Heloisa Helena entra numa saia justa se quiser seguir o caminho da eqüidade e da justiça social e propor a estatização do ensino.

Falar em privatizar ou estatizar o ensino universitário também é uma discussão vazia nesse momento eleitoral. Para a tomada de posição de um ou de outro lado da questão, seria necessário falar primeiro da formação fundamental e média. Embora hoje se aplauda o fato de que mais de 90% dos brasileiros, em idade escolar, estão em sala de aula, pergunta-se qual é a qualidade da formação que recebem.

Qualquer um dos presidenciáveis que, em sã consciência, quiser falar sério em relação ao ensino no Brasil terá antes que descer do salto alto e ouvir uma lição do professor Cristovam Buarque. O educador se lançou à corrida presidencial pelo ímpeto da oportunidade encontrada para manter aceso o pensamento de mestres como Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Paulo Freire e Florestan Fernandes.  Eles ensinam que a Educação é necessidade perene de um país, e não apenas a peça retórica de um discurso pífio de campanha.

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