Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

E a rede nacional de rádio e TV tucana?

Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 às 09:05, por: CdB

O programa não disse nada. Nem a estrela a que recorreram para ocupar a maior parte do tempo da rede ontem à noite, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Foram 10 preciosos minutos de programa de TV desperdiçados. Nada. Só o retrato de um partido sem rumo e sem direção para o país, uma oposição sem bandeiras.

Mas se vocês acompanharem e souberem do que ocorreu nos bastidores, nas horas que antecederam o programa, vão concluir que se a oposição não apresentou porque não tem programas, metas e nem rumo para o país, terminou revelando a imensa disputa - rachas mesmo -  que se travam no interior do tucanato.

Até as últimas horas que antecederam a apresentação da rede nacional, ela foi sendo editada e mudada. Foi um entra e sai danado entre caciques do PSDB. Inicialmente, a rede teria só a apresentação do ex-presidente FHC e do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) falando em nome dos outros 7 governadores tucanos do país, os de Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pará, Roraima e Tocantins.

Escondido na campanha, FHC comandou rede agora

Houve chiadeira grande e o programa foi sendo mudado até poucas horas antes de sua exibição. Ao final apareceram, além de FHC, também o candidato deles duas vezes derrotado à presidência da República, José Serra (em 2002 e em 2010) e  o novo líder da oposição no país, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Vieram, também, com falas ou apenas imagens, o presidente nacional da legenda, ex-senador, agora deputado, Sérgio Guerra (PSDB-PE) e os líderes no Congresso, senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). E muita imagem do falecido governador paulista, Mário Covas.

Ainda que não tenha mudado esse quadro de cizânia e falta de rumos da oposição, o único tucano que não pode se queixar mesmo do programa é o ex-presidente FHC. Ele é o que pareceu mais tempo, em uma palestra na qual respondia a perguntas dos presentes.

Lucro para ele, já que em decorrência de seu desgaste junto a opinião pública, ele foi totalmente escondido e não pode aparecer - nem em palanque nem no horário gratuito - na campanha eleitoral do ano passado, quando José Serra perdeu a Presidência da República para Dilma Rousseff.

 

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