Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Duterte se compara a Hitler e diz querer matar milhões de usuários de drogas

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, aparentemente se comparou com o líder nazista Adolf Hitler nesta sexta-feira, e disse que "ficaria feliz" em exterminar 3 milhões de usuários de drogas

Sexta, 30 de Setembro de 2016 às 07:50, por: CdB

Presidente das Filipinas afirma que gostaria de massacrar milhões de viciados em drogas. Campanha do governo contra traficantes e usuários já deixou mais de 3,5 mil mortos

Por Redação, com Reuters - de Manila:

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, aparentemente se comparou com o líder nazista Adolf Hitler nesta sexta-feira, e disse que "ficaria feliz" em exterminar 3 milhões de usuários de drogas e traficantes no país.

Seus comentários causaram choque e revolta em grupos judaicos dos Estados Unidos, o que irá aumentar a pressão para que o governo dos EUA adote uma postura mais rígida com o líder filipino.

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O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, aparentemente se comparou com o líder nazista Adolf Hitler

Recentemente Duterte insultou o presidente norte-americano, Barack Obama, e prejudicou o relacionamento antes próximo entre Manila e Washington graças a uma série de afirmações polêmicas.

No discurso exaltado que fez ao chegar à cidade de Davao após uma visita ao Vietnã, Duterte disse a repórteres que havia sido "retratado como um primo de Hitler" por críticos.

Observando que Hitler assassinou milhões de judeus, Duterte disse: "Existem 3 milhões de viciados em drogas (nas Filipinas). Eu ficaria feliz de massacrá-los".

– Se a Alemanha teve Hitler, as Filipinas teriam... – disse ele, fazendo uma pausa e apontando para si mesmo. "Vocês conhecem minhas vítimas. Eu gostaria que fossem todas criminosas para encerrar o problema do meu país e salvar a próxima geração da perdição".

Drogas

Duterte conquistou a presidência em uma eleição em maio com a promessa de acabar com as drogas e a corrupção no país de 100 milhões de habitantes. Ele assumiu no dia 30 de junho, e mais de 3,1 mil pessoas foram mortas desde então, a maioria supostos usuários de drogas e traficantes, em operações policiais e execuções de homens armados.

Seus comentários foram logo repudiados por grupos judaicos.

O rabino Abraham Cooper, diretor do projeto Terrorismo e Ódio Digital do Centro Simon Wiesenthal, classificou as declarações de "ultrajantes".

– Duterte deve uma desculpa às vítimas (do Holocausto) por sua retórica repugnante – afirmou.

Dois dias antes da eleição filipina, o então presidente Benigno Aquino alertou que a popularidade crescente de Duterte se assemelhava à de Hitler nos anos 1920 e 1930.

– Espero que aprendamos as lições da história – disse Aquino em observações que tiveram grande divulgação. "Deveríamos lembrar como Hitler chegou ao poder".

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