Universitários que trabalham sofrem com problemas da redução do sono, como alto nível de sonolência diurna, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo.
Os resultados da pesquisa mostram que a dupla jornada, profissional e acadêmica, interfere negativamente no tempo que estudantes universitários dedicam às aulas.
O estudo mostra ainda que os universitários que trabalham durante o dia e estudam à noite apresentam redução no tempo de sono durante os dias úteis da semana e têm "rebote de sono" aos finais de semana.
A longo prazo, os efeitos das poucas horas dormidas podem ficar mais graves. O indivíduo pode desenvolver um distúrbio de sono e episódios de micro-sonos involuntários durante o dia, em que a pessoa dorme sem perceber enquanto está realizando alguma atividade.
Com essa dupla jornada, os estudantes apresentam expressiva redução no tempo de sono, o que pode influenciar negativamente o desempenho acadêmico, no trabalho e no tempo livre que dispõe durante a semana.
Os universitários que têm jornadas de trabalho mais longas foram aqueles que mais faltaram às aulas, comprometendo o desempenho acadêmico.