Está de volta aos gramados brasileiros a Era Dunga. Ex-jogador e capitão da equipe campeã do mundo em 1994, Carlos Caetano Bledorn Verri, aos 42 anos, foi anunciado nesta segunda-feira como o novo técnico da seleção pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A instituição que comanda o futebol no país espera repetir, com o capitão do tetra, o sucesso que os alemães tiveram, primeiro com Franz Beckenbauer, em 1990, e depois com Juergen Klinsmann, no Mundial deste ano na Alemanha, usando jogadores consagrados e vitoriosos como técnicos inexperientes, mas de carisma.
O Brasil fez a mesma tentativa com Paulo Roberto Falcão, que atuou como jogador nos Mundiais de 1982 e 1986 e comandou a seleção entre 1990 e 1991. O Rei de Roma, no entanto, fracassou no comando da seleção. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, reuniu-se com Dunga, por cerca de duas horas na segunda-feira, e disse que a escolha do ex-jogador marca o início da reformulação na seleção.
- A escolha do Dunga vai atingir em cheio o anseio dos torcedores brasileiros que querem na seleção um treinador vibrante - afirmou Teixeira ao site da CBF.
O novo treinador e os integrantes da comissão técnica, que serão anunciados nos próximos dias, farão a convocação para o amistoso da seleção brasileira contra a Noruega, no dia 16 de agosto, em Oslo.
Comentários
Para o técnico do Kashima Antlers, Paulo Autuori, a escolha de Dunga não o afasta do sonho de treinar a seleção.
- Vou continuar trabalhando. Todo profissional sonha um dia em dirigir a seleção brasileira, mas nenhum contato foi feito comigo. O Dunga é uma excelente pessoa e caráter. Foi meu jogador no Inter. É um jogador vitorioso, é um atleta de grupo e sempre conseguiu superar desafios em sua carreira - disse.
Jorginho, ex-técnico do América do Rio e jogador que integrou a seleção mundial vitoriosa de 1994, também acredita que Dunga será bem-sucedido:
- A escolha dele foi uma surpresa para todos nós. Não é comum no futebol brasileiro escolher para treinador um ex-jogador que nunca dirigiu uma equipe. Vão surgir críticas daqui para a frente, mas essa é uma realidade do futebol mundial. Barcelona, Alemanha e Holanda apostaram em ex-jogadores. Ele é um profissional de muita garra e muita raça e isso é apenas mais um desafio na vida dele. Creio que ele não tem experiência como treinador, mas tem experiência dentro da CBF e da seleção brasileira. Essa é a vantagem que ele leva.
Para Émerson Leão, técnico do São Caetano e ex treinador da Seleção, no entanto, a notícia não merece comentários:
- É verdade isso? Prefiro silenciar - concluiu.