Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci negou, nesta terça-feira, qualquer relação do governo com o banqueiro Daniel Dantas, acusado de crimes financeiros pela Operação Satiagraha. “Se houvesse influência, a pessoa (Dantas) não seria presa."
Dulci também não viu nada de errado nas conversas telefônicas entre o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e um dos advogados de Dantas, o ex-deputado federal pelo PT, Eduardo Greenhalgh.
O banqueiro, dono do Grupo Opportunitty chegou a ser detido pela Polícia Federal duas vezes na última semana, mas foi liberado depois de conseguir habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Qualquer pessoa, quando recebe um telefonema, atende. Isso é da absoluta normalidade. O contrário, é que seria um absurdo - afirmou.
Luiz Dulci voltou a comentar também a opinião do Lula sobre a operações da PF, ao chegar à Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na manhã desta terça, para discutir ações do Mercosul.
Segundo ele, o presidente sempre combateu “exageros e espetacularizações” da polícia.
- Lula nunca foi contrário ao cumprimento da lei. A Polícia Federal, no caso (Operação Satiagraha), cumpria o que foi determinado pelo judiciário - concluiu.