Como terá que se desdobrar para administrar quatro grandes campanhas ao mesmo tempo, Duda Mendonça designou o jornalista Augusto Fonseca - com que já trabalha desde 1996 - para coordenar a campanha pela reeleição do prefeito Fernando Pimentel (PT). Segundo ele, uma das estratégias definidas em relação ao discurso do candidato é enfocar questões locais sem deixar de defender o Governo Lula.
"É uma situação natural. Pimentel é a favor dessa estratégia, pois sente-se solidário com o presidente da República", explicou Fonseca, para quem a federalização do debate durante a campanha pode ser benéfica para o petista, ao contrário do que acreditam seus adversários. "Na sucessão municipal, o eleitor rechaça esse tipo de discussão porque está preocupado com os problemas da cidade. Por isso, não acredito as questões federais terão espaço por muito tempo".
Fonseca antecipa que os programas de rádio e TV irão mostrar, sobretudo, as ações de Pimentel à frente do Governo municipal, mas que a "linha de exposição do candidato" ainda está sendo discutida. Uma coisa, ressalta ele, já está acertada. Fernando Pimentel não irá atacar ou responder a ataques dos adversários. "A experiência nos diz que quem bate perde. Quem parte desse pressuposto é porque não tem o que mostrar para Belo Horizonte".
Apesar de vir pouco à capital mineira, Augusto Fonseca garante que a palavra final de todas as questões relativas à campanha, como jingle, slogans e peças publicitárias em geral será do chefe Duda Mendonça. Já está sendo estudada a montagem de uma estrutura que garanta ao publicitário acompanhar online a produção dos programas de rádio e TV.
Questionado sobre o peso do marqueteiro numa campanha eleitoral, Augusto Fonseca diz que o importante é garantir um bom conjunto. "É ultrapassada a visão do marqueteiro como milagreiro. É preciso ter o programa certo, um candidato carismático, escolher o momento certo de agir, enfim, o que importa é o conjunto".