Quase duas semanas de enfrentamentos no Iêmen entre seguidores de um clérigo radical e membros do exército iemenita deixaram 118 mortos, incluindo 32 soldados, informou neste sábado, o ministro do Interior, Rashid Al Alami.
Al Alami, citado pelos meios de comunicação do país, disse que 86 seguidores do clérigo radical xiita Hussein Badrudin al Houthi morreram nos enfrentamentos que se iniciaram no dia 20 de junho, quando as forças de segurança tentaram prendê-lo em uma zona montanhosa do norte do país. Em declarações ao Parlamento iemenita, Al Alami disse que 120 membros das forças de segurança e 21 seguidores de Al Houthi resultaram feridos nos enfrentamentos.
Outros 185 seguidores foram detidos na província de Saada, cerca de 240 quilômetros ao nordeste de Sana, onde acontece a insurreição.
Na sexta-feira, a televisão árabe "Al Jazira" informou que dezenas de seguidores de Al Houthi se entregaram ao exército iemenita, que apreendeu grande quantidade de armas e munição.
Os enfrentamentos intensificaram-se há quatro dias quando o líder fundamentalista rejeitou todas as ofertas de mediação, incluindo a de uma delegação de deputados, ulemás e líderes tribais.
As autoridades iemenitas acusam Al Houthi de semear o sectarismo religioso e encabeçar uma campanha contra os EUA. O clérigo acusa o presidente iemenita, Ali Abdula Saleh, de ser um agente de Washington na região e insta a combatê-lo.
O Iêmen, o país mais pobre da Península Arábica, converteu-se, nos últimos anos, em um bastião de grupos radicais islâmicos. Acredita-se que a rede terrorista internacional Al Qaeda, dirigida por Osama bin Laden, tem vários militantes escondidos nas montanhas iemenitas.