24.08.2011
Wladmir Coelho
O mês de agosto reserva duas datas emblemáticas para a história brasileira. Na primeira, 24 de agosto de 1954, suicidou o presidente Getúlio Vargas. Sete anos mais tarde, em 25 de agosto de 1961, renunciava após 7 meses de governo o presidente Jânio Quadros. Aos dois acontecimentos seguiram-se grandes manifestações populares caracterizadas pelo discurso anti-imperialista materializada nos ataques da população a embaixada dos Estados Unidos e meios de comunicação ligados a defesa da política colonial.
No primeiro caso, o suicídio do presidente Vargas, a reação popular anti-imperialista torna-se obvia quando lembramos a luta pela implantação do monopólio do petróleo através da criação da Petrobrás que mobilizou amplos setores da sociedade brasileira. Esta mobilização popular nacionalista, naturalmente, provocou a reação dos grupos financiados pelos oligopólios interessados em impedir a implementação de uma política econômica do petróleo voltada para a auto-suficiência.
Desta disputa, a criação de uma empresa petrolífera nacional para exercer o monopólio do petróleo, resulta a primeira e única derrota dos oligopólios no Brasil através da criação da Petrobrás.