O mercado financeiro continuou voltado, nesta quinta-feira, ao escândalo do Dossiê Serra, mas a Bovespa, após ter caído 1,92% nesta quarta-feira, seguia em leve queda, de 0,19% a 35.131 pontos às 12h54. Outra apreensão dos investidores é quanto à governabilidade em um eventual segundo mandato. Com a redução do apoio no Congresso à gestão petista, ficaria difícil aprovar projetos e reformas.
Especialistas dizem que, devido às recentes quedas (a Bovespa já perdeu 2,86% em setembro) esta pode ser uma boa hora para comprar ações.
- Vamos colocar da seguinte forma: no curto prazo, acho que a Bolsa está mais perto dos 32 mil pontos do que de 37 mil. Teremos que conviver com este mal-estar por algum tempo - disse Tommy Taterka, operador da corretora Concórdia.
O bom-humor prevaleceu em Wall Street. A Bolsa de Nova York ficava estável aos 11.613,59 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) avançava 0,37%, aos 2.261,35 pontos. A decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, de manter em 5,25% sua taxa básica de juros, na quarta-feira, e a perspectiva de que ela vai continuar nesse patamar, ainda animava os investidores, que estão de olho nos indicadores econômicos.
Já saiu o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada: eles cresceram 7 mil, para 318 mil, segundo o Departamento do Trabalho. A projeção dos analistas era de que ficasse em 310 mil, mas ainda assim significa que o mercado de trabalho permanece estável. Na agenda interna, o destaque é a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada antes do início do pregão. A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país passou recuou de 10,7% em julho para 10,6% em agosto e a renda do trabalhador aumentou 0,7% no período.