Um dossiê sigiloso do Ministério Público Federal (MPF) mostra a ligação de políticos e outras autoridades com banqueiros do jogo do bicho e bingos em diversas partes do país, de acordo com o jornal Correio do Povo.
O documento, que deu origem ao escândalo que levou ao afastamento do então secretário de Assuntos Legislativos da Presidência da República, Waldomiro Diniz, mostra que o esquema de propinas e financiamento de campanhas começou por Goiânia e pelo Distrito Federal e se estendeu para Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos.
São citados investidores italianos, franceses, coreanos e uruguaios, além da criação de empresas e consórcios para controle de loterias estaduais, casas de bingo e jogo do bicho.
Para os investigadores, Diniz pode não ser o único envolvido no esquema, o que abriria outra frente de apuração, de acordo com o Correio do Povo.
Dezenas de empresas estão sob investigação. Uma delas reuniria 12 bicheiros de Goiânia e geria loterias de Goiás. Um dos sócios era Carlos Cachoeira, envolvido no escândalo de Diniz.
No Rio Grande do Sul, uma empresa goiana de limpeza é investigada por gerir loterias.