O dono de uma funerária foi preso, nesta sexta-feira, acusado de receber irregularmente aposentadorias e benefícios do INSS de pessoas mortas, em Júlio de Castilhos, no interior do Rio Grande do Sul. A polícia suspeita que a fraude contra a Previdência Social chegue a R$ 50 mil por mês.
De acordo com o delegado de polícia Antônio Firmino de Freitas, o acusado se apropriava das senhas e dos cartões magnéticos dos clientes. Ele dizia à família que a retirada da aposentadoria, ou pensão, seria para pagar o funeral. No entanto, ele ficava recebendo por até sete meses o dinheiro.
Conforme o delegado, o INSS confirmou irregularidades em 10 benefícios e outras 130 denúncias estão sendo investigadas. Na casa do suspeito, foram encontradas carteiras de identidade e de trabalho, cartões de instituições financeiras, CPFs, contratos e procurações dos falecidos.
Na quinta-feira, o delegado coordenou uma operação para a abertura de 33 túmulos no cemitério municipal. Houve denúncias de que o proprietário da funerária estaria mandando violar os jazigos para revender os caixões. Os corpos seriam retirados e devolvidos diretamente na cova. De acordo com o delegado, a denúncia ainda não se confirmou, mas as investigações continuam.