Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Dono de boate que pegou fogo depõe à Justiça argentina

Segunda, 03 de Janeiro de 2005 às 13:50, por: CdB

Omar Chabán, o proprietário da casa noturna República Cromagnon, será interrogado por uma juíza sob as acusações de homicídio e lesões corporais. As autoridades também estão procurando três sócios de Chabán.


No domingo, foram realizados os funerais de dezenas de vítimas do incêndio, que também deixou 700 feridos.


O número de mortos pode aumentar, já que 263 pessoas continuam internadas, 117 das quais em estado crítico. Entre os feridos que estão hospitalizados encontram-se nove crianças.


Renúncia


Parentes das vítimas fizeram protestos, exigindo que os governos central e local assumam responsabilidade total pela tragédia.


A pressão é especialmente forte para que o prefeito da capital argentina, Anibal Ibarra, renuncie ao cargo.


O secretário de Segurança Urbana, Juan Carlos López, já pediu demissão.


Nas proximidades da discoteca, várias pessoas colocaram bandeiras, imagens religiosas, flores e velas em homenagem às vítimas do incêndio.


No domingo, o bispo-auxiliar de Buenos Aires, D. Eduardo García Allí, celebrou uma missa no local com a presença de cerca de 2 mil pessoas.


Em seguida, manifestantes marcharam até a Praça de Mayo para cobrar a punição dos responsáveis pela tragédia.


Superlotação


As autoridades dizem que o incêndio começou quando três jovens ainda não identificados lançaram um fogo de artifício que se chocou com uma tela que estava suspensa do teto.


A porta de emergência da casa noturna estava rechada com arames e cadeados, segundo o governo de Buenos Aires.


O governo também considera que é quase certo que o número de pessoas presentes na boate, onde estava ocorrendo um show de rock, era superior à capacidade da casa.


Meios de comunicação locais afirmaram que havia até o dobro de pessoas do que era legalmente permitido.

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