Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Dono de bar identifica suspeitos de chacina no Rio

Quarta, 13 de Abril de 2005 às 18:08, por: CdB

O dono de um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, complicou ainda mais a defesa de policiais militares suspeitos de participar na chacina de 31 de março, na Baixada Fluminense, ao dizer em depoimento na quarta-feira que alguns estiveram no bar antes do crime.

O comerciante, cujo nome não foi revelado, informou que alguns dos policiais se reuniram no bar dele antes do massacre que matou 29 pessoas.

Segundo a testemunha, os PMs ficaram no bar das 16h às 20h, período em que teriam ingerido uma grande quantidade de bebida alcoólica, cantado e combinado como realizariam os crimes.

"A testemunha identificou pelo menos cinco PMs que estiveram no seu bar", disse um investigador sob condição de anonimato.

Em depoimento anterior os acusados afirmaram que estavam viajando no dia da chacina ou que passaram a noite dos crimes em casa.

O dono do bar identificou os acusados por meio de fotografias. Esses cinco policiais apontados por ele já estão presos junto com outros sete PMs. Outros 11 estão com a prisão temporária decretada e um cumpre prisão administrativa.

O filho do dono do bar, identificado apenas como Binho, seria amigo dos policiais e teria emprestado uma casa onde eles supostamente se reuniam e a usavam como cativeiro de reféns.

O rapaz negou as acusações em depoimento prestado também na quarta-feira.

Esses policiais são investigados por tentativa de extorsão de caminhoneiros que trafegam na rodovia Presidente Dutra. Além disso, apurações da polícia apontam fortes ligações dos PMs com grupos de extermínio da Baixada.

Um dos PMs detidos foi denunciado também por participação no massacre de seis pessoas em 2001.

"A prova produzida até então é bastante satisfatória contra esses policiais", disse o promotor Marcelo Muniz.

A Polícia Federal encaminhou à perícia técnica armas particulares dos policiais que podem ter sido usadas na chacina. A PF já indiciou pelo menos sete dos 12 policiais suspeitos.

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