Slim domina os mercados de telefone e Internet mexicanos por meio da controladora da Telmex, a América Móvil, e os termos de concessão da Telmex proíbem a companhia de oferecer TV por assinatura.
Se o Instituto Federal de Telecomunicações (IFT) concluiu que a Telmex violou as regras de sua concessão, poderia impor uma multa à companhia.
A Dish Mexico, que é apoiada pela mexicana MVS Comunicaciones e a norte-americana EchoStar, tem atraído milhões de clientes, muitos do Grupo Televisa, a maior empresa de televisão do México, que oferece TV paga, Internet e serviços de telefone.
A Telmex e a Dish têm um acordo para imprimir uma única conta para serviços compartilhados, mas o diário El Financiero disse que o IFT decidiu que há evidência de que uma ligação entre as duas vai além disso.
"A aliança entre Dish Mexico Holdings e suas subsidiárias com a Telmex... tem um objetivo econômico de dar à Telmex influência sobre o negócio da Dish Mexico, permitindo às duas companhias coordenar o comportamento e a tomada de decisão da Dish Mexico no mercado", disse o jornal, citando um relatório que afirma ter sido enviado às duas companhias em 21 de maio. Em comunicado, a Dish negou que há ligações com a Telmex. A Telmex e a IFT se recusaram a comentar a notícia.
Regulação da mídia
A concentração de poder nas mãos de poucos empresários no ramo das comunicações, levou o Partido dos Trabalhadores (PT), que exerce o governo no Brasil, a pautar a regulação da mídia. Regular a mídia não quer dizer censurá-la, ao contrário, diz o historiador Daniel Aarão Reis Filho. Trata-se de garantir a pluralidade das vozes e das opiniões, impedindo monopólios, sempre nocivos, sobretudo quando se trata de órgãos que contribuem para a formação da opinião pública, explica ele.
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), a proposta de regulação da mídia não tem nada de revolucionária.
– Todos os países capitalistas têm suas mídias controladas e reguladas, restringindo-se os monopólios – observa.