O Domingo no Municipal do dia 4 de novembro apresenta os coros sinfônicos da Associação de Canto Coral e da Escola de Música da UFRJ, acompanhados da Orquestra Sinfônica da UFRJ, no Theatro Municipal. No programa, Concerto nº 2 para piano e orquestra em Lá Maior de Franz Liszt e Missa de Requiem, de Padre José Maurício. A Associação de Canto Coral comemora em 2007 66 anos de atividade na vida musical brasileira. Neste período, realizou mais de 750 concertos corais, com participação de orquestras nacionais e estrangeiras, sob a direção de nomes como Igor Stravinsky e Karl Richter.
Criada pela musicóloga Cleofe Person de Mattos, a associação teve Villa-Lobos como patrono musical. Cleofe dedicou-se à pesquisa de obras do compositor colonial brasileiro Pe. José Maurício Nunes Garcia, resultando na identificação de grande parte de suas obras e publicações como: Catálogo Temático, Biografia, diversas obras, e em especial a Missa de Requiem. A Associação Canto Coral divulga essas pesquisas em concertos e gravações. O concerto deste Domingo no Municipal homenageia o compositor Pe. José Maurício Nunes Garcia pelos 240 anos de seu nascimento, e à Cleofe Person de Mattos pelos 5 anos de falecimento.
Desde 1995 a Associação Canto Coral tem como diretor artístisco Carlos Alberto Figueiredo e Valéria Matos como regente. Além do trabalho coral, a entidade organiza também palestras cursos e encontros de corais.
Em dezembro de 2001 a ACC foi premiada pelo Conselho Estadual de Cultura com a "Medalha Estácio de Sá", e em agosto de 2004 recebeu por unanimidade um diploma de "Mérito Cultural" da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro. Foi criada em 1924 como Orquestra do Instituto Nacional de Música, durante a gestão do professor Alfredo Fertin de Vasconcelos. Apresentou-se pela primeira vez no dia 25 de setembro do mesmo ano com um total de 33 alunos dirigidos pelo Professor Ernesto Ronchini (1863-1931).
Entre os alunos alguns nomes se tornariam grandes instrumentistas de sua geração como o violoncelista Iberê Gomes Grosso (1905-1983) e os violinistas Oscar Borgerth (1906-1992) e Mariucia Iacovino.
Em 1937 o INM foi incorporado à Universidade do Brasil e o conjunto passou a se chamar Orquestra da Escola Nacional de Música. Diversos regentes atuaram com ela , entre os quais, os compositores Francisco Mignone (1897-1986), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948) e José Siqueira (1907-1985) e os Maestros Souza Lima (1898-1982) Armando Belardi (1900-1989), Eleazar de Carvalho (1912-1996), Mário Tavares (1928-2003) e Henrique Morelenbaun.
Em 1969 a orquestra foi reformulada e intitulou-se Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ, tendo como núcleo básico de instrumentistas os alunos da disciplina prática de orquestra. Como maestro titular foi nomeado o professor Raphael Baptista (1909-1984), sucedido em 1979 pelo Maestro Roberto Duarte. A partir de 1998 a ORSEM passou a ter a direção dos maestros Ernani Aguiar e André Cardoso. Em setembro de 2005, o Deártamento de Música de Conjunto da UFRJ renomeou o grupo, que passou a chamar-se Orquestra Sinfônica da UFRJ.
Coro Sinfônico da Escola de Música da UFRJ
O Coro Sinfônico da Escola de Música da UFRJ é composto por alunos do bacharelado e licenciatura em música. Conta com a participação dos conjuntos vocais Brasil Ensemble e Sacra Vox, ambos registrados como atividade de extensão da UFRJ, compostos por alunos e cantores convidados.
O Coro Sinfônico tem se dedicado às obras dos grandes compositores clássicos e românticos europeus, como Mozart, Beethoven e Mendelssohn, e aos compositores brasileiros dos períodos colonial e contemporâneo, como José Maurício Nunes Garcia e Edino Krieger. Seus concertos, com a Orquestra Sinfônica Brasil