Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Dom Dimas - Servir com alegria

Segunda, 11 de Julho de 2011 às 09:52, por: CdB

O azul do céu e uma leve brisa envolveram CampoGrande nesse dia 10 de julho. Se uniram aos milhares de fiéis que vieram dar asboas vindas a Dom Dimas que assumiu como arcebispo de Campo Grande. DomVitório, depois de estar por 25 anos a serviço desta igreja local, se despediu,emocionado, entre lágrimas e aplausos. Foram mais de três horas de ritual, coma presença de quase duas dezenas de bispos, do regional Oeste 1 da CNBB e deoutros estados, especialmente do Rio de Janeiro, de onde D. Dimas era bispoauxiliar. Além da multidão de fiéis vibrantes, várias autoridades civis emilitares se fizeram presente na celebração de posse.

D. Dimas chega com grande esperança e entusiasmopara a Arquidiocese de Campo Grande. Seu carisma, experiência como bispo esecretário geral da CNBB (2007-11), tem visão ampla da missão daIgreja,compromisso com a caminhada de toda a igreja local, com especial atençãopelos "rostos que nos interpelam”, como lembra a Conferência de Aparecida."Rostos doloridos, dos povos indígenas, dos quilombolas, dos à beira daestrada, dos desprotegidos de seus direitos”. A eles certamente D. Dimasdevotará especial atenção e amor, no seu ardor profético a partir de seucompromisso com o Evangelho. Em sua fala D. Dimas ainda deixou claro que,coerente com seu lema, buscará ser uma presença de "portas escancaradas”, numpermanente "servir, com alegria”.

Os povos indígenas do Mato Grosso do Sul, emespecial os Kaiowá-Guarani, que por ele foram visitados no ano passado,acreditam que terão, em D. Dimas, uma importante e solidária força e apoio nadifícil e desigual luta pelos seus direitos, especialmente a terra. Ainda nestefinal de mês, dia 31, com a posse de D. Ettore, na nova diocese de Naviraí, maisesperança de vida e justiça sopra no cone sul deste Estado.

Aochegar em Campo Grande, dia 8, D. Dimas, mostrou sua disposição de conhecermelhor a realidade do Mato Grosso do Sul, procurando visitar as diversasregiões. "Em relação à questão indígena no Estado, oarcebispo explica que a Igreja deve estar presente em todos os lugares eamparando todo os povos, porém deixou claro que acredita haver uma falha porparte dos órgãos ligados à situação nas aldeias de Mato Grosso do Sul”. (www.midiamax)

Apesar dos povos indígenas não terem participação diretana celebração, eles foram lembrados em vários momentos. Irmão Silvio, em nomeda CRB e do próprio D. Dimas, expressaram, em suas falas o compromisso com essaparcela do Povo de Deus. Além disso, o Cimi fez uma faixa de boas vindas eesteve presente através de quase todos os seus missionários que atuam em defesada vida e direitos desses povos e construção de uma sociedade com mais justiça,respeito à pluralidade, em solidariedade, compromisso e testemunho junto aosmais oprimidos da sociedade.

Parceria porém com autonomia eespírito crítico

Lembrou a profundidade que a igreja representa nasociedade. "O estado é laico, mas não ateu. O povo brasileiro é profundamentereligioso...; queremos estar ao lado e trabalhando juntos, fazendo o exercíciodo da correção fraterna. Espero não precisar levantar a voz na defesa dosdireitos e da justiça. Se for preciso o farei”. Disse ainda que o grandedesafio é construir a civilização do amor, baseado na justiça.

A esperança de quem chega e a gratidão a quem portantos anos esteve a serviço da arquidiocese de Campo Grande foram a tônica damarcante celebração.

D. Dimas encerrou a solenidade agradecendo a todosos presentes, em especial aos meios de comunicação que estiveram presentes emgrande número.

Povo Guarani Grande Povo
Cimi MS – Equipe Dourados
Campo Grande, 11 de julho de 2011.

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