Representantes de movimentos sociais e de sindicatos de trabalhadores rurais estão reunidos em Sobradinho, na Bahia, para discutir a situação do rio São Francisco. Um dos temas principais é o projeto de transposição. O encontro deve terminar nesta quinta-feira.
O bispo Dom Luiz Flávio Cáppio, que fez greve de fome por duas vezes contra a transposição do rio São Francisco, foi a visita mais esperada do encontro, nesta terça-feira. Ele falou sobre o potencial hídrico do Nordeste e o sofrimento das famílias com a seca.
–O Brasil e o mundo agora despertaram para a questão do rio São Francisco. E esta grande conferência e o debate que aconteceu no Senado na semana passada são sinais de que realmente o assunto precisa ser discutido, afirmou.
O debate sobre a revitalização e a transposição do São Francisco, além das condições de vida no semi-árido, chamou a atenção não só dos brasileiros, mas também dos estrangeiros: representantes de organizações não governamentais, da Europa e da América do Sul.
O representante da ONG alemã Miserior, Claudio Mozart, viaja por todo o Nordeste. Para ele o São Francisco deixou de ser uma preocupação só do Brasil.
– Sentimos uma discrepância muito grande, nós, na Alemanha, comprando produtos de certo luxo, que não precisaríamos comprar, que saem dessa região, onde muitas pessoas passam fome e sofrem muito com a falta d’água, comentou.
Dom Cáppio e movimentos sociais discutem situação do rio São Francisco na Bahia
Quarta, 27 de Fevereiro de 2008 às 06:52, por: CdB