O dólar comercial é vendido com alta de 0,10% na retomada dos negócios na tarde desta segunda-feira, a R$ 2,878. O dia é de grande volatilidade no mercado de câmbio. Por um lado, o debate sobre o ponto de equilíbrio da moeda norte-americana e a possibilidade de intervenção do Banco Central provocam uma pressão de compra por parte de quem tem compromissos a saldar em dólares. Eles aproveitam o preço baixo para antecipar pagamentos de dívidas e reforçar o caixa. Na outra ponta, boas notícias sobre a economia brasileira reforçam o cenário otimista das últimas semanas e os argumentos de quem defende que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) diminua a taxa básica de juros da economia já na próxima reunião, nos dias 20 e 21. Divulgado nesta segunda-feira, o superávit de US$ 447 milhões da segunda semana de maio animou os investidores. No ano, o saldo positivo acumulado é de US$ 5,940 bilhões. Números sobre inflação também são acompanhados atentamente. Logo mais sai a primeira prévia de maio do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). No mês passado, o indicador ficou em 0,92%. Na próxima terça-feira serão divulgados o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de abril e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística). A expectativa é de que os indicadores mostrem uma desaceleração na alta dos preços. Tendências - Ainda há espaço para o dólar cair mais, por causa das captações de empresas no mercado externo -, afirma um operador de mesa de câmbio. As companhias nacionais aproveitam o aumento da confiança dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil para conseguir empréstimos lá fora. Desde o começo do ano, as captações beiram os US$ 7 bilhões. - No entanto, indefinições na área política podem estressar um pouco o mercado. Ele se refere às discussões sobre as reformas tributária e da Previdência no Congresso. Nesta segunda-feira, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados começa a analisar a constitucionalidade das propostas. Para o analista, às críticas à política econômica feita por membros do próprio PT também preocupam. Risco e dívida O risco-país desaba 1,77%, para 719 pontos. Esse é seu menor valor desde 28 de março de 2002. O C-Bond, principal título da dívida brasileira, volta a registrar valorização recorde e é vendido a 91,375% do valor de face, com elevação de 0,62%.
Dólar volta a subir com debate sobre intervenção do BC
Segunda, 12 de Maio de 2003 às 12:24, por: CdB