Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Dólar ultrapassa R$3,55 por preocupação com China e política local

O dólar avançava cerca de 2% em relação ao real nesta segunda-feira, passou R$ 3,55 e bateu R$ 3,58, acompanhando a aversão ao risco nos mercados globais.

Segunda, 24 de Agosto de 2015 às 10:36, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de São Paulo: O dólar avançava cerca de 2% em relação ao real nesta segunda-feira, ultrapassou R$ 3,55 e bateu R$ 3,58, acompanhando a intensa aversão ao risco nos mercados globais após as bolsas da China derreterem diante dos sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo e por preocupações com a crise política que atravessa o Brasil.
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No Brasil, às 9:47, a moeda norte-americana avançava 1,55%, a R$ 3,5501 na venda
Às 9:47, o dólar avançava 1,55%, a R$ 3,5501 na venda. Na máxima da sessão, já chegou a R$ 3,5700, com alta de 2,12%, próximo dos R$ 3,5709 atingidos no último dia 6, maior pico intradia desde 5 de março de 2003 (R$ 3,5800). A divisa dos Estados Unidos também fortalecia contra as principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano. "Os agentes internacionais esperavam que o banco central chinês anunciasse novas medidas no final de semana para dar suporte ao sistema financeiro. Como nada foi feito, as principais bolsas chinesas fecharam novamente com fortes quedas hoje, arrastando as demais praças para um pregão de perdas", escreveu o operador da corretora SLW, em nota a clientes, João Paulo de Gracia Correa. As bolsas de Xangai e Shenzhen desabaram mais de 8% nesta sessão, reforçando o quadro de preocupações com a China, que vem afetando o apetite por ativos de risco, como aqueles denominados em reais, nos mercados globais. No Brasil, preocupações políticas também atingiam o ânimo dos agentes financeiros, após o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, determinar que as contas de campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e o PT sejam investigados por suposta prática de crimes, argumentando que há "vários indicativos" de que ambos foram financiados por propina desviada da Petrobras. Os mercados financeiros têm sido profundamente afetados pelas incertezas em torno da permanência de Dilma no cargo até o fim de seu mandato. - Está cada vez mais difícil imaginar a luz no fim do túnel - disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano. Mais tarde, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em setembro, com oferta de até 11 mil contratos, equivalentes à venda futura de dólares.
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