O dólar à vista disparou 2,54% e fechou cotado a R$ 3,138 na compra e R$ 3,140 na venda, a maior cotação desde 14 de abril do ano passado. O risco-país chegou a superar os 800 pontos-base, influenciado pela queda dos títulos da dívida externa. Com isso, a Bovespa despencou quatro pontos, a maior queda do ano.
Em mais uma sessão de fortes perdas no mercado de dívida de países emergentes, o dólar seguia a tendência de alta do risco Brasil e era vendido a R$ 3,120 por volta das 15h. Segundo profissionais do mercado, o movimento de realocação de ativos ante a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos continua pesando sobre os ativos domésticos, na ausência de novas notícias no front interno ou externo que mereçam destaque.
Às 12h08 a moeda norte-americana exibia alta de 1,86% em relação ao último fechamento. A divisa, no entanto, apresentava forte volatilidade por conta do baixo volume de negócios. Na máxima da manhã, até o momento, a divisa chegou a subir quase 3% e foi negociada a R$ 3,150, mas desacelerou com ingresso de recursos por parte de uma empresa multinacional.
Nesta manhã, o prêmio de risco brasileiro, medido pelo banco JP Morgan, subia 42 pontos-básicos, para 803 pontos-básicos acima dos títulos do Tesouro norte-americano. A média do risco da dívida dos países emergentes subia 25 pontos, para 566 pontos-básicos.
O título norte-americano de principal referência, o T-Bond de 10 anos, caia 0,08% nesta manhã, o que elevava seu rendimento a 4,78% ao ano.