O dólar registrou nesta segunda-feira sua maior alta em nove meses, desde o dia 1º de agosto do ano passado, e encerrou vendido a R$ 2,978. Tudo porque o mercado no mundo está de olhos atentos aos Estados Unidos, com a expectativa de aumento dos juros iminente naquele país.
A moeda encerrou em alta de 1,57%, após subir mais de 2% na máxima do dia. Enquanto o mercado se mostra nervoso com índices caindo na Bovespa, o Fundo Monetário Internacional anunciou hoje que o Brasil "está fazendo um progresso importante na economia".
A declaração é do chefe da missão do Fundo que está no Brasil, Phil Gerson, ao chegar ao Banco Central. Indagado sobre a redução da recomendação para compra de títulos brasileiros, Phil Gerson disse que os bancos de investimentos e consultorias têm sua própria opinião e afirmou que a do FMI é de que "as coisas vão bem no Brasil".
Sobre as contas públicas do país, o chefe da missão do FMI disse que a situação "parece boa até agora" e afirmou não estar preocupado com elas.
- As coisas aqui no Brasil vão bem, estamos aqui para a sétima revisão e as coisas nos parecem boas até agora - afirmou o chefe da missão do FMI.
O valor total do atual programa do Brasil com o Fundo é de 14,8 bilhões de dólares. Dados já divulgados pelo Banco Central mostram que o país cumpriu com folga a principal meta do acordo para o primeiro trimestre, que era um superávit primário de 14,5 bilhões de reais.
A aprovação dessa avaliação pela diretoria do FMI permitirá ao país sacar uma nova parcela do acordo, no valor de cerca de 1,3 bilhão de dólares, mas o governo já anunciou que não pretende acessar os recursos.