O dólar avançava cerca de 1,5% e girava em torno de R$ 3,55 nesta quarta-feira após o Banco Central vender a oferta total de até 20 mil swaps reversos em leilão depois de três dias ausente do mercado.
Às 10:28, o dólar avançava 1,38%, a R$ 3,5396 na venda, após recuar a R$ 3,4915 na sessão passada
Por Redação, com Reuters - de São Paulo:
O dólar avançava cerca de 1,5% e girava em torno de R$ 3,55 nesta quarta-feira após o Banco Central vender a oferta total de até 20 mil swaps reversos em leilão depois de três dias ausente do mercado.
A alta da moeda norte-americana também refletia as crescentes expectativas de altas de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve, banco central do país, divulgará a ata de sua última reunião às 15:00 (horário de Brasília).
A moeda norte-americana atingiu R$ 3,5565 na máxima desta sessão e o dólar futuro subia 1,25%
Às 10:28, o dólar avançava 1,38%, a R$ 3,5396 na venda, após recuar a R$ 3,4915 na sessão passada. O dólar atingiu R$ 3,5565 na máxima desta sessão e o dólar futuro subia 1,25%.
- O BC está aproveitando para reduzir o passivo quando o câmbio vai abaixo de R$ 3,50 - disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado, que espera que a moeda norte-americana gire entre R$ 3,45 e 3,55 no curto prazo.
- Há também a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos, que ganha proeminência em dia de ata do Fed - acrescentou.
O BC não fazia leilão de swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, desde 12 de maio, quando o dólar fechou a R$ 3,4727. A divisa fechou acima de R$ 3,50 nas duas sessões seguintes, mas voltou abaixo desse patamar na terça-feira.
Cotações mais fracas tendem a prejudicar a atividade de exportadores ao encarecer produtos brasileiros, atrapalhando a performance da balança comercial em um momento de crise econômica. Por outro lado, o dólar forte pode pesar sobre a inflação local.
A moeda norte-americana avançou mais de 1% frente ao real desde o início desta sessão, ampliando os ganhos após o BC vender a oferta integral no leilão de swap reverso. Todos os contratos vendidos vencem em 1º de setembro de 2016.
O movimento do câmbio no Brasil também era influenciado pela perspectiva de que altas de juros nos EUA atraiam para a maior economia do mundo capitais atualmente aplicados no mercado local.
Dados fortes sobre a inflação e a economia dos EUA, assim como declarações de autoridades do Fed, alimentaram apostas em alta de juros neste ano. Investidores buscarão na ata do Fed mais pistas sobre essa trajetória.
"A ata do Fed provavelmente reforçará clara intenção de normalizar a política monetária", escreveu a equipe de estratégia do banco Scotiabank em nota a clientes.
No cenário local, operadores também adotavam cautela enquanto aguardavam anúncio de medidas econômicas concretas pelo governo do presidente de facto Michel Temer. O mercado reagiu bem à indicação da equipe econômica, incluindo o novo presidente do BC, Ilan Goldfajn.
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