Em sessão de volume de negócios bastante reduzido, o dólar fechou em leve alta, à espera do resultado do primeiro leilão de empréstimo de moeda estrangeira do Banco Central direcionado especificamente ao comércio exterior.
A divisa norte-americana fechou cotada a 2,125 reais, com avanço de 0,43%, após ter chegado a apresentar queda de mais de 1% ao longo do dia.
- Num mercado de pouca operação, qualquer coisinha de valor um pouco maior, acaba influenciando - disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora.
De acordo com dados atualizados até o fechamento, o volume de negócios na BM&F ficou bem abaixo da média, não atingindo nem 1 bilhão de dólares. Em outubro, a média diária está em cerca de 3 bilhões de dólares.
Nem mesmo o bom humor dos mercados acionários - o principal índice da Bovespa subia mais de 6%, enquanto o Dow tinha alta era de 2,6% - foi suficiente para enfraquecer o dólar.
- O pessoal está na expectativa de ter fatores que possam fazer com que você consiga precificar. É a incerteza do mercado... Não tem base, não tem fundamento para precificar a moeda - avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.
Os analistas apontaram a espera do mercado pelo resultado do novo tipo de leilão, no final da tarde, como fator para a cautela apresentada no mercado de câmbio nesta sessão. O BC ofertou até 2 bilhões de dólares para o financiamento do comércio exterior.
Além dessa operação, a autoridade monetária realizou nesta segunda-feira um leilão de dólares no mercado à vista e um leilão de swap cambial tradicional, em que a totalidade dos 16.000 contratos oferecidos, ou 789 milhões de dólares, foi vendida.
Segundo um gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, a concentração da compra dos contratos "em poucas mãos" levou os outros agentes que precisavam zerar suas posições no mercado futuro a buscar dólares no mercado à vista, ajudando a impulsionar a moeda norte-americana no final do dia.