O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira, acompanhando o movimento do cenário externo em sessão de baixo volume de negócios.
A moeda norte-americana subiu 0,38%, a 2,360 reais, depois de oscilar entre 2,344 e 2,371 reais.
- O mercado está um pouco mais comportado, estamos monitorando o mercado externo, tanto bolsas como moedas - afirmou Gerson de Nobrega, gerente de tesouraria do Banco Alfa de Investimentos, lembrando que o volume de operações diminui com a chegada do fim do ano.
Segundo dados preliminares da BM&F, o volume de negócios no mercado à vista era inferior a 2 bilhões de dólares, frente à média diária do mês de cerca de 3 bilhões de dólares.
Em Nova York, os principais índices acionários operavam sem rumo definido. Frente a uma cesta com as principais moedas mundiais, o dólar avançava 1,15%, se recuperando após perder espaço com a decisão do Federal Reserve de cortar a taxa de juro dos EUA para perto de zero.
- O fluxo (de recursos) para bolsa está começando a melhorar - afirmou o gerente, explicando que o cenário doméstico está melhorando aos poucos e o dólar pode encontrar espaço para recuar frente ao real.
De acordo com dados do governo, a saída líquida de recursos financeiros nas duas primeiras semanas do mês é de 2,411 bilhões de dólares. Em novembro, a saída superou 10 bilhões de dólares.
O Banco Central ofertou 24.300 contratos de swap cambial tradicional para prosseguir com a rolagem de um lote que vence em 2 de janeiro, mas vendeu apenas 2.500 contratos. Junto com o resultado da operação, o BC anunciou que fará pesquisa de demanda para um eventual novo leilão na sexta-feira.
O BC fez também um leilão de venda de dólares no mercado à vista. Nesta manhã, a autoridade monetária divulgou que já injetou no mercado 9,8 bilhões de dólares em leilões de venda direta da moeda norte-americana desde a piora da crise externa até o último dia 16.
Ainda assim, as reservas internacionais do país atingiram na quarta-feira recorde histórico acima de 209 bilhões de dólares.