Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2026

Dólar se acalma após reunião do Copom

Quinta, 19 de Janeiro de 2006 às 11:46, por: CdB

O dólar recuava nesta quinta-feira após subir por dois dias seguidos, com o mercado um pouco mais tranquilo depois do corte da taxa básica de juro dentro do esperado. Às 11h20, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,313, com declínio de 0,47%. Na véspera, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual, para 17,25 por cento - uma redução já prevista por muitos no mercado.

- O dólar subiu em virtude da espera do Copom, com os vendidos baixando posição. E aí... a taxa saiu, passou o nervosismo e o pessoal realizou um pouco (de lucro) - afirmou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

O operador destacou ainda que o Banco Central não perdeu a postura conservadora --já que, como haverá menos reuniões do Copom neste ano, o efeito acaba sendo o de uma redução de 0,50 ponto percentual ao mês. O gerente de câmbio do banco Prosper, Jorge Knauer, lembrou que o mercado já estava se preparando nos últimos dois dias para essa redução da taxa de juro, e agora aproveita para corrigir os exageros.

- É aquela velha máxima, o movimento acontece no boato e quando tem o fato isso inverte - disse o gerente.

Mas o dólar não encontra espaço para cair de forma acentuada devido às preocupações com o cenário externo, em especial com o avanço dos preços do petróleo. Os contratos em Nova York operavam praticamente estáveis nesta manhã, mas ainda em patamares considerados elevados, acima de 65 dólares o barril.

- Vamos ficar com a atenção no mercado externo, vão sair os números de estoques lá fora que vão dar uma direção para o petróleo, definindo o movimento para o dia - afirmou Knauer.

Há também a atuação do BC, que oferece nesta sessão 8.800 contratos de swap cambial reverso, que equivalem a uma compra futura de dólares. Na parte da tarde, o BC pode repetir a rotina dos últimos dias e fazer um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Em 2005, a autoridade monetária adquiriu US$ 21,491 bilhões no mercado à vista, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira.

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