Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Dólar recua sobre o real após rejeição de contas do governo

Após abrir em alta nos primeiro minutos da sessão desta quinta-feira, o dólar recuou sobre o real, após o TCU rejeitar as contas do governo federal em 2014.

Quinta, 08 de Outubro de 2015 às 08:05, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de São Paulo: Após abrir em alta nos primeiro minutos da sessão desta quinta-feira, o dólar inverteu o rumo e passou a recuar sobre o real, após o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas do governo federal em 2014, abrindo espaço para eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Às 9:17, o dólar recuava 0,20%, a R$ 3,8694 na venda. Na máxima deste pregão, chegou a R$ 3,9062.
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O Banco Central dará continuidade nesta manhã à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro
O Banco Central dará continuidade nesta manhã à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem à venda futura de dólares. Riscos nos mercados globais Na quarta-feira, o dólar caia cerca de 1% e voltava ao patamar de R$ 3,80, refletindo a recuperação do apetite por risco nos mercados globais diante de apostas de que os juros norte-americanos só subirão no ano que vem. Mas operadores reconheciam que ainda estavam pisando em ovos e que surpresas no cenário local, afetado por crise política e econômica, podem fazer a moeda norte-americana retomar a trajetória de alta. Às 10:55, o dólar recuava 0,86%, a R$ 3,8098 na venda, após cair mais de 1% em cada uma das três sessões anteriores. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,7952, menos patamar intradia desde 9 de setembro (R$ 3,7671). “Investidores estão mostrando clara preferência por risco devido a expectativas de que o Fed não mude sua política monetária por enquanto”, escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano. Uma rodada de indicadores econômicos fracos sobre os Estados Unidos alimentou as apostas de que o Fed pode esperar mais antes de dar início ao aperto monetário, o que aconteceria só em 2016. A manutenção de juros perto de zero na maior economia do mundo pode sustentar a atratividade de investimentos em países como o Brasil, que pagam juros elevados. Diante desse cenário, o dólar também recuava em relação às principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano. No entanto, operadores não descartavam a possibilidade de o mercado de câmbio voltar a ser pressionado em breve, haja visto os importantes eventos políticos no Brasil. O Congresso Nacional deve votar nesta quarta-feira vetos presidenciais com impacto sobre as finanças do governo e, mais tarde, o Tribunal de Contas da União (TCU) julga as contas públicas de 2014, o que pode abrir espaço para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. – Tudo pode mudar de uma hora para a outra – resumiu o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.
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