Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Dólar recua e encosta em R$3,90

O dólar recuava ante o real nesta quinta-feira, após quatro dias seguidos de avanço. Às 12:04, o dólar recuava 0,59%, a R$ 3,9196 na venda.

Quinta, 22 de Outubro de 2015 às 10:30, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de São Paulo: O dólar recuava ante o real nesta quinta-feira, após quatro dias seguidos de avanço, refletindo o alívio nos mercados emergentes de câmbio diante de expectativas de que a política monetária continue expansionista nos Estados Unidos e a zona do euro. Por outro lado, operadores continuavam preocupados com a situação política e econômica do Brasil. A perspectiva de que a Selic não suba no curto prazo também deixava os investidores com um pé atrás, uma vez que reduz a atratividade do país.
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O dólar chegou a operar em alta durante a manhã, atingindo R$ 3,9647 na máxima da sessão
Às 12:04, o dólar recuava 0,59%, a R$ 3,9196 na venda, após acumular alta de 3,75% nas quatro sessões anteriores em meio a pressões internas e externas. - O dólar subiu bastante nos últimos dias e hoje o cenário externo está um pouco mais tranquilo, é de se esperar que o mercado aqui também fique um pouco mais sossegado - disse o operador de uma corretora internacional. Uma rodada recente de dados mistos sustentou apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não elevará os juros neste ano, enquanto declarações do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, alimentaram expectativas de que o BCE pode manter seus estímulos por mais tempo do que o previsto. A recuperação das bolsas chinesas nesta quinta-feira também contribuía para o bom humor. Nesse contexto, o dólar tinha queda contra moedas como o peso mexicano e o rand sul-africano. O dólar chegou a operar em alta durante a manhã, atingindo R$ 3,9647 na máxima da sessão, refletindo a preocupações dos investidores com o quadro doméstico difícil, mas anulou o avanço em linha com outros mercados emergentes ao longo do discurso de Draghi. No Brasil, porém, a moeda norte-americana seguia pressionada pelas incertezas políticas e econômicas que vêm elevando as cotações recentemente. A perspectiva de eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e a crescente deterioração das contas públicas brasileiras deixavam os investidores apreensivos. Além disso, investidores evitavam vender dólares após o BC manter a Selic nos atuais 14,25% e desistir da missão de trazer a inflação para o centro da meta no ano que vem, adiando o objetivo para 2017. Operadores entenderam a decisão como sinal de que as chances de os juros básicos voltarem a subir no curto prazo são pequenas, apesar de o BC ter prometido vigilância. - O BC indicou que os juros não devem subir, o que deixa o país menos atraente para estrangeiros - disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho. Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 7,680 bilhões, ou cerca de 75% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.
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