Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Dólar pressiona mais uma vez e BC intervém no câmbio

Sexta, 21 de Junho de 2013 às 10:07, por: CdB
real-dolar.jpg
O BC voltou a atuar no mercado de câmbio nesta sexta-feira e anunciou um leilão de compra de dólares
O Banco Central interveio no câmbio nesta sexta-feira, após o dólar bater R$ 2,27 logo na abertura do mercado de câmbio, com os investidores ainda levando em conta os efeitos do plano do banco central norte-americano, que deve começar a reduzir os estímulos econômicos nos EUA ainda neste ano. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o BC iniciou um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A operação ocorreu entre 11h30 e 11h40. Foram ofertados 40 mil contratos com vencimento em 2 de janeiro e 1º de julho de 2014. Desse total, 37,3 mil contratos foram vendidos, pelo valor de US$ 1,828 bilhão. Anunciada a operação, a moeda norte-americana reduziu o ritmo de alta e às 12h, o dólar à vista (ponto de referência para as negociações no mercado brasileiro) avançava 0,45%, para R$ 2,262 na venda. No mesmo horário, o dólar comercial (utilizado no comércio exterior) subia 0,17%, a R$ 2,262. O leilão de swap tradicional desta sexta-feira foi a décima operação realizada na tentativa de conter a alta do dólar, desde o dia 4 deste mês. Na véspera, o BC realizou, pela primeira vez desde janeiro, um leilão com linhas de crédito em dólar, no valor de US$ 3 bilhões. Analistas de mercado presumem que o governo tem atuado no câmbio constantemente para manter a liquidez do mercado, com o aumento no volume de dólares em circulação, que sofre com a escassez da moeda norte-americana. Nos últimos 16 dias, foram colocados US$ 20 bilhões em circulação, com as intervenções da autoridade monetária. A moeda norte-americana, no entanto, segue pressionada à medida em que o governo dos EUA reduz o volume de sua compra mensal de títulos, que tem sido feita desde 2009 na tentativa de reduzir os estragos provocados pela crise mundial do capitalismo, iniciada um ano antes com a quebra de bancos, no escândalo dos subprimes. Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano, na sigla em inglês), Ben Bernanke disse na noite passada que esse processo pode começar ainda neste ano e, até meados de 2014, não haverá mais a injeção mensal de US$ 85 bilhões do Fed na economia dos EUA. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil tem "bala na agulha" para continuar atuando no câmbio visando conter a volatilidade do mercado.
Tags:
Edições digital e impressa