Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Dólar mantém tendência de queda após edição de MP

O dólar recuava nesta quinta-feira, enquanto o mercado repercutia a decisão do governo de isentar o investidor estrangeiro em títulos públicos federais da cobrança de Imposto de Renda e CPMF. Às 11h25, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,121. (Leia Mais)

Quinta, 16 de Fevereiro de 2006 às 10:16, por: CdB

O dólar recuava nesta quinta-feira, enquanto o mercado repercutia a decisão do governo de isentar o investidor estrangeiro em títulos públicos federais da cobrança de Imposto de Renda e CPMF. Às 11h25, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,121, com declínio de 0,84%. A cotação mínima até o momento foi de R$ 2,117, o menor preço desde março de 2001. O governo publicou, nesta quinta-feira no Diário Oficial, Medida Provisória que reduz a zero as alíquotas de IR e CPMF para investidores estrangeiros em títulos públicos federais.

Segundo analistas, a isenção irá atrair mais investimentos externos ao país, engrossando o fluxo de recursos no mercado e derrubando a cotação do dólar. A previsão de alguns analistas é de que o dólar possa atingir R$ 2 em breve.

- Tudo faz crer que no curtíssimo prazo chegue aos R$ 2, a não ser que o BC estude alguma medida administrativa, porque o swap não surte nenhum efeito - explicou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

Ele não descarta, porém, algum movimento de realização de lucros e compra de dólares em virtude da queda das cotações. Nesta sessão, o Banco Central oferece mais 4.550 contratos de swap cambial reverso, que têm o efeito de uma compra futura de dólares. O BC também pode realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista, como tem feito recentemente. O gerente de câmbio da corretora Souza Barros, Marcos Forgione, acredita que, mesmo que a isenção signifique dólar mais baixo, foi uma medida acertada do governo.

- Eles estão isentando essa carga tributária para investimento externo e em seguida deve vir queda mais forte na taxa de juros, então eles vão diminuir o juro para o mercado interno e continuar atrativo para o investidor externo porque terá a isenção - resumiu o gerente.

Para Alexandre Vasarhelyi, responsável por câmbio do banco ING, a dúvida é saber se a máxima do mercado --"que melhora no boato e piora no fato"-- irá acontecer. "O mercado (real) já se apreciou bem... agora vamos ver se o pessoal que apostava nisso vai reduzir posição vendida".

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