O dólar comercial abriu o pregão desta quinta-feira em queda de 0,51%, cotado aos R$ 2,142. Nos EUA, os juros devem continuar concentrando as atenções dos investidores a curto prazo e determinando postura mais cautelosa. No entanto, analistas trabalham com perspectiva de retorno de ingressos e investidores ao mercado brasileiro.
A divisa norte-americana passou esta quarta-feira por uma série de ajustes e fechou com decréscimo de 0,96%, a R$ 2,153. Foi a primeira queda depois de três dias consecutivos de alta. A exemplo das últimas semanas, o cenário externo deu o tom dos negócios. O rendimento pago pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos deixou de subir ontem, o que determinou a recuperação do mercado. Ainda que assombrado pela perspectiva de Federal Reserve dar continuidade à alta nas taxas de juros e perder competitividade, o mercado brasileiro vive um bom momento, diz Miriam Tavares, diretora da corretora AGK.
- O câmbio e demais ativos brasileiros estão passando por ajustes e há a expectativa de continuidade de fluxo positivo, tanto financeiro quanto comercial - afirmou Tavares a jornalistas.
O investidor adotou, segundo a financista, uma característica mais seletiva, ainda que os fundamentos brasileiros e rendimentos continuem os mesmos. Ou seja, atrativos ao investidor. Para Tavares, essas condições deverão fazer que o investidor volte a apostar no mercado brasileiro. Segundo analistas, não há espaço para uma escalada da moeda norte-americana a curto prazo, sobretudo com a perspectiva de volta de ingressos e investimentos. Para Tavares, o dólar deverá oscilar entre R$ 2,13 e R$ 2,17 nos próximos dias. A médio prazo, contudo, a volatilidade pode ser maior, sem definição de rumo, diz ela.