O dólar comercial despenca 1,67% na retomada dos negócios na tarde desta quinta-feira e é vendido a R$ 2,870 com o mercado animado por novas captações de empresas brasileiras no exterior e pela aprovação do texto básico da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara). Uma votação simbólica também aprovou a taxação de servidores públicos inativos, um dos pontos mais polêmicos da proposta. A moeda norte-americana atingiu a menor cotação desde o dia 12 de maio, e volta assim ao nível de julho do ano passado. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara) aprovou por 44 dos 57 votos da comissão as linhas gerais do parecer do deputado federal Maurício Rands (PT-PE), o que dá constitucionalidade à reforma da Previdência. A expectativa de novas captações de empresas brasileiras no exterior também é motivo de otimismo. Neste ano, o volume de captações das companhias nacionais é de quase US$ 9 bilhões. Nesta quinta-feira o grupo Santander Banespa anunciou sua quarta captação no ano, ao concluir uma emissão de bônus de 18 meses no valor de US$ 125 milhões. Mas as incertezas sobre o câmbio estão afastando as empresas do mercado. Elas preferem esperar maior estabilidade das cotações para fechar negócios. O dólar turismo é vendido a R$ 2,98 (estável) e o paralelo, a R$ 3,020 (-1,62%). O comercial futuro (julho) tem desvalorização de 1,58%, a R$ 2,912. Risco e dívida A forte valorização do C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, também acrescenta otimismo ao mercado. O título sobe 1,38% e é negociado a 91,750% do valor de face. É grande a expectativa de que o Brasil faça ainda nesta semana uma nova emissão soberana, aproveitando o aumento da confiança dos investidores estrangeiros em relação ao país. No final de abril, o governo emitiu US$ 1 bilhão em títulos da dívida externa com vencimento em 2007. O risco Brasil recua 0,52%, para 767 pontos.
Dólar despenca com captações e aprovação de reforma na CCJ
Quinta, 05 de Junho de 2003 às 12:37, por: CdB