Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Dólar comercial volta a operar em baixa

O dólar comercial iniciou o dia estável, negociado a R$ 1,706 no mercado de câmbio, com a mesma cotação do fechamento, na última sexta-feira. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu as negociações em queda de 0,08%, a R$ 1,7052. Às 10h54, a moeda perdia 0,18%, a R$ 1,703. Os negócios viveram um momento de cautela na semana passada, por conta do encontro do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) no que se refere ao câmbio.

Segunda, 25 de Outubro de 2010 às 10:57, por: CdB
O dólar comercial iniciou o dia estável, negociado a R$ 1,706 no mercado de câmbio, com a mesma cotação do fechamento, na última sexta-feira. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu as negociações em queda de 0,08%, a R$ 1,7052. Às 10h54, a moeda perdia 0,18%, a R$ 1,703. Os negócios viveram um momento de cautela na semana passada, por conta do encontro do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) no que se refere ao câmbio. Mas como o resultado ficou apenas no campo da retórica, como era esperado, os investidores retomam nesta segunda-feira as transações negociando o dólar em baixa. A queda da moeda norte-americana era generalizada no exterior pela manhã, principalmente diante das moedas emergentes. Ministros da área econômica e os representantes dos bancos centrais, reunidos na Coreia do Sul neste fim de semana, concordaram que o câmbio deve ser determinado por forças de mercado e se comprometeram a não adotar desvalorizações competitivas de suas moedas. Eles concordaram também que os países desenvolvidos terão de manter vigilância em relação à volatilidade excessiva e ao movimento desordenado do câmbio, de forma a ajudar a mitigar os riscos referentes aos fluxos enfrentados por emergentes. – Como não houve nada na prática, o mercado entende que tudo fica como estava no âmbito internacional – disse um operador a jornalistas. A expectativa é de que a mesma rota de queda do dólar se estabeleça na relação com real. Porém, no Brasil, a percepção é de que a valorização do real continuará sendo contida pelos ajustes às recentes medidas cambiais e pela avaliação de que elas não esgotaram a determinação do governo em controlar a moeda. Nesse sentido, vale registrar a conversa telefônica entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, que teria ocorrido no fim da semana passada. O ministro teria ligado para Lamy para se informar sobre o arcabouço legal para impedir que a guerra cambial se transforme em uma forma de protecionismo. Além disso, o próximo passo para impedir a desvalorização do dólar pode ser a retomada da cobrança de Imposto de Renda (IR) nas aplicações de estrangeiros em renda fixa. A informação é de que estaria em estudo uma Medida Provisória (MP) nesse sentido. Segundo a consultoria MCM, em relatório enviado hoje a clientes, essa regra teria "elevada eficácia".
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