Por Redação, com Reuters - de São Paulo:
O dólar saltava cerca de 2% e chegou a R$ 3,91 nesta quinta-feira, após a agência de classificação de risco Standard & Poor's retirar o selo de bom pagador do Brasil, com os investidores já apostando que irá a R$ 4, maior nível histórico sobre o real, aumentando a pressão sobre a inflação.
Às 9:14, o dólar avançava 2,45%, a R$ 3,8923 na venda, depois de cair nas últimas duas sessões
A alta da moeda norte-americana perdeu parte da força nesta manhã, no entanto, após o Banco Central anunciar nova intervenção no câmbio, com leilão de venda de dólares com compromisso de recompra.
Às 10:19, o dólar avançava 1,86%, a R$3,8701 na venda. Na máxima do dia, subiu 3,10% e alcançou R$3,9173, maior nível intradia desde 23 de outubro de 2002 (3,9200) reais. Foi no dia 10 de outubro daquele ano que o dólar atingiu sua máxima histórica intradia, de R$ 4.
- O dólar perto de R$4 está precificando tudo que está acontecendo - resumiu o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho, ressaltando que novos problemas na política e na economia no Brasil, bem como altas da moeda norte-americana nos mercados externos, devem elevar ainda mais as cotações.
A S&P rebaixou o Brasil para "BB+", contra "BBB-", dez dias após o governo prever inédito déficit primário em 2016. Além de remover o grau de investimento, a S&P sinalizou que pode colocar o país ainda mais para dentro do território especulativo, ao manter a perspectiva negativa para a nota de crédito brasileira, o que significa que novo rebaixamento pode ocorrer no curto prazo.
O avanço do dólar desacelerou após o BC anunciar leilão de até US$ 1,5 bilhão com compromisso de recompra durante a manhã. Na primeira etapa da operação, entre 10h20 e 10h25, a data de recompra será 4 de janeiro de 2016. Na segunda, entre 10h40 e 10h45, será 4 de abril de 2016.
O Banco Central (BC) decidiu fazer mais um leilão de venda de dólares, com compromisso de comprar novamente a moeda no futuro. No chamado leilão de linha, o BC vai vender até US$ 1,5 bilhão. As datas da compra de dólares estão marcadas para janeiro e abril do próximo ano.
Banco Central
Na terça-feira, o dólar operou em baixa após o anúncio de aumento da intervenção do Banco Central (BC) no mercado de câmbio. Na última sexta-feira, após o fechamento do mercado, o BC anunciou que fará na tarde desta terça-feira um leilão para venda de até US$ 3 bilhões das reservas internacionais, com o compromisso de comprar novamente os dólares em novembro. Com mais dólares no mercado, o BC tenta suavizar a alta da moeda.
Às 13h29 de terça-feira, o dólar estava cotado a R$ 3,8065, com queda de 1,35%. Na mínima do dia, às 9h40, a cotação ficou em R$ 3,7825. Na última sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 3,8605, com alta de 2,68%, a cotação é a mais alta desde outubro de 2002. O dólar passou por trajetória ascendente, reagindo a incertezas políticas e econômicas e à crise chinesa.
Essa operação do Banco Central, chamada no mercado de leilão de linha, não era feita desde março deste ano. Naquele mês, o banco anunciou um leilão de rolagem (renovação de vencimento), mas além da renovar, vendeu US$ 200 milhões. A última vez que o BC fez leilão de linha, sem rolagem, foi em dezembro de 2014, quando vendeu US$ 2 bilhões.
Ao vender dólares por meio dos leilões de linha, o Banco Central retira dólares das reservas internacionais, mas apenas por um período. O dinheiro volta às reservas com a compra feita pelo BC na data estabelecida no leilão.
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