- O dia foi bem fraco... é o próprio volume que incentiva essa queda mais forte, porque qualquer operação um pouco maior acaba influenciando o mercado - comentou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.
Segundo ele, por volta de 16h20, o volume de negócios registrados no segmento interbancário era de US$ 526 milhões, frente à média diária de mais de US$ 1,5 bilhão. O pregão mais curto também contribuiu para a baixa liquidez, já que os negócios foram iniciados às 13h.
Mesmo com o volume mais fraco, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, e aceitou 19 propostas, com taxa de corte a R$ 2,118.
Para o gerente de câmbio da corretora Liquidez, Francisco Carvalho, os investidores aproveitaram a sessão para embutir no preço do dólar a melhora na classificação de risco do Brasil pela agência Standard & Poor's.
Na terça-feira, a S&P elevou a classificação da dívida de longo prazo em moeda estrangeira de "BB-" para "BB", duas notas abaixo do grau de investimento. Os mercados brasileiros estavam fechados por causa do Carnaval.
Com a melhora da classificação, o Brasil se torna mais atrativo ao investidor estrangeiro - o que contribui para reforçar o fluxo de ingressos.