Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Dólar cai 2% seguindo cautela global com pacote de ajuda

Segunda, 22 de Setembro de 2008 às 15:57, por: CdB

O dólar fechou em forte queda nesta segunda-feira, seguindo a cautela mundial dos investidores frente à proposta do governo dos EUA de um plano de ajuda de 700 bilhões de dólares aos mercados.

A moeda norte-americana caiu 2,02%, a 1,793 real. Apesar da queda acumulada de 6,72% nas duas últimas sessões, a divisa ainda acumula alta de quase 10 por cento em setembro.

O governo norte-americano propôs no fim de semana um pacote de socorro ao setor financeiro de 700 bilhões de dólares financiado por contribuintes e direcionado à compra de títulos podres vinculados a hipotecas.

- Apesar das medidas tomadas, principalmente pelo governo norte-americano, darem uma certa tranquilidade, elas não trazem nenhuma garantia - afirmou Sergio Falcão, consultor da SLW Corretora. "O mercado está desconfiado."

A cautela dos investidores pôde ser notada no baixo volume de negócios registrados nesta sessão. De acordo com os últimos dados atualizados da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) minutos antes do fechamento do mercado cambial, o volume de negócios era de aproximadamente 1 bilhão de dólares, quando a média de setembro supera os 3 bilhões de dólares.

- E existe uma oferta de dólar em geral, os bancos centrais do mundo todo têm injetado dólar - completou o consultor. Nesta segunda-feira, os banco centrais do Japão, Europa e da Inglaterra anunciaram medidas para elevar a liquidez de seus mercados financeiros.

Frente a uma cesta com as principais moedas internacionais, o dólar perdia mais de 2%.

- Primeiro temos a ausência de notícias negativas no mercado, e agora temos o plano de ajuda (do Fed) e a expectativas de leilões (de venda de dólares) do BC - afirmou Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, ressaltando que a tranquilidade internacional favorece a entrada de dólares no país.

Na sexta-feira, o Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares compromissadas no valor somado de 500 milhões de dólares para combater a escassez de linhas de crédito na moeda estrangeira no mercado nacional.

Tags:
Edições digital e impressa