Por Redação, com Reuters - de São Paulo:
O dólar caía 1%, voltando a R$ 3,75 no início dos negócios desta sexta-feira, um dia após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reforçar as expectativas dos investidores de que a taxa de juros norte-americana deve subir somente em 2016.
Às 9:15, o dólar recuava 1,10%, a R$ 3,7514 na venda, após cair 2,17% na sessão anterior. Nesta manhã, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem à venda futura de dólares.
O Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro
Na quinta-feira, depois e abrir em alta nos primeiro minutos da sessão desta quinta-feira, o dólarinverteu o rumo e passou a recuar sobre o real, após o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar as contas do governo federal em 2014, abrindo espaço para eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Às 9:17, o dólar recuava 0,20%, a R$ 3,8694 na venda. Na máxima deste pregão, chegou a R$ 3,9062.
Riscos nos mercados globais
Na quarta-feira, o dólar caia cerca de 1% e voltava ao patamar de R$ 3,80, refletindo a recuperação do apetite por risco nos mercados globais diante de apostas de que os juros norte-americanos só subirão no ano que vem.
Mas operadores reconheciam que ainda estavam pisando em ovos e que surpresas no cenário local, afetado por crise política e econômica, podem fazer a moeda norte-americana retomar a trajetória de alta.
Às 10:55, o dólar recuava 0,86%, a R$ 3,8098 na venda, após cair mais de 1% em cada uma das três sessões anteriores. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,7952, menos patamar intradia desde 9 de setembro (R$ 3,7671).
“Investidores estão mostrando clara preferência por risco devido a expectativas de que o Fed não mude sua política monetária por enquanto”, escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.
Uma rodada de indicadores econômicos fracos sobre os Estados Unidos alimentou as apostas de que o Fed pode esperar mais antes de dar início ao aperto monetário, o que aconteceria só em 2016. A manutenção de juros perto de zero na maior economia do mundo pode sustentar a atratividade de investimentos em países como o Brasil, que pagam juros elevados.
Diante desse cenário, o dólar também recuava em relação às principais moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano. No entanto, operadores não descartavam a possibilidade de o mercado de câmbio voltar a ser pressionado em breve, haja visto os importantes eventos políticos no Brasil.
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