O mercado de câmbio teve mais um pico de nervosismo, e as cotações dispararam, chegando à marca recorde de R$ 4 e fechando em R$ 3,99. A forte pressão sobre as cotações já era prevista em função das incertezas quanto à política econômica do próximo governo e também por causa da especulação em torno do maior vencimento do ano de títulos cambiais. No dia 17, antes da eleição, vencem US$ 3,6 bilhões, além de mais US$ 1,1 bilhão no dia 23. Também estimam-se US$ 2 bilhões em obrigações do setor privado em outubro. Às 16h, o dólar comercial era vendido a R$ 4,0000, em alta de 3,23% em relação às últimas operações de ontem, oscilando entre R$ 3,8900 e R$ 4,0000. Com esse resultado, o dólar acumula uma alta de 72,28% no ano e 27,19% nos últimos 30 dias. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagavam taxas de 21,000% ao ano, frente a 20,860% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 26,450% ao ano, frente a 26,050% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 1,99% em 8887 pontos e volume de negócios de R$ 326 milhões. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em alta de 3,46% (a 7538,2 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - sobe 4,47% (a 1163,91 pontos). Veja às 18h30 um comentário sobre o fechamento dos mercados. E não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.
Dólar bate cotação recorde de 4 reais
O mercado de câmbio passou um dia tenso nesta quinta-feira. No pico do nervosismo as cotações dispararam, chegando à marca recorde de R$ 4. A forte pressão sobre as cotações já era prevista em função das incertezas quanto à política econômica do próximo governo e também por causa da especulação em torno do maior vencimento do ano de títulos cambiais. No dia 17, antes da eleição, vencem US$ 3,6 bilhões, além de mais US$ 1,1 bilhão no dia 23. Também estimam-se outros US$ 2 bilhões em obrigações do setor privado em outubro. (Leia Mais)
Quinta, 10 de Outubro de 2002 às 14:27, por: CdB