Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Dólar abre em alta, acima de R$ 2,95

O dólar comercial está começando o último dia útil da semana em alta de 0,51% em relação ao fechamento desta quinta-feira, cotado a R$ 2,945 para compra e a R$ 2,955 para venda. A alta da moeda, que voltou a ser negociada acima de R$ 2,90, é encarada pelos participantes do mercado como um movimento pontual em razão dos vencimentos de compromissos no exterior até o final do ano (Leia Mais)

Sexta, 14 de Novembro de 2003 às 09:13, por: CdB

O dólar comercial está começando o último dia útil da semana em alta de 0,51% em relação ao fechamento desta quinta-feira, cotado a R$ 2,945 para compra e a R$ 2,955 para venda.

A alta da moeda, que voltou a ser negociada acima de R$ 2,90, é encarada pelos participantes do mercado como um movimento pontual em razão dos vencimentos de compromissos no exterior até o final do ano: US$ 4 bilhões do setor privado e US$ 5,9 em contratos de swap de câmbio. Nesta quinta-feira, o dólar comercial fechou a R$ 2,937 na compra e a R$ 2,94 na venda, em alta de 1,27% em relação ao fechamento anterior.

Os negócios no mercado doméstico podem ser pautados pela consolidação das apostas dos investidores em torno de um corte de um ponto percentual para a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima semana. A safra de indicadores de inflação apresentada nos últimos dias autoriza essa redução.

Os índices de preços de atacado e varejo revelaram o fim da pressão sazonal da entressafra dos alimentos, que em setembro promoveu repique desse grupo. Além disso, o aumento dos preços administrados - responsáveis por boa parte do avanço da inflação no acumulado do ano - foi dissipado. Esses preços só devem voltar a pressionar os indicadores no início do ano, com os reajustes e impostos do período, como mensalidades escolares, IPVA e IPTU.

Os dados do varejo, divulgados nesta quinta-feira, confirmam que há um processo de recuperação em curso, mas a ausência de demanda que caracterizou o ano faz com que o movimento esteja longe de exercer influência sobre os preços. O setor conta com a injeção dos recursos do 13º salário para alavancar vendas, mas "jura" que não há espaço para aumentar preço. A confirmação dessa promessa, autorizaria taxas ainda menores em dezembro. Mas, quanto a essa redução ainda não há consenso.

Os rumores sobre uma nova operação soberana no mercado internacional podem ganhar fôlego após o anúncio da captação de US$ 100 milhões do Bradesco, com prazo de 13 meses e taxa abaixo de 3%.

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